Pastor é perseguido após ser libertado da prisão na Argélia

Pastor é perseguido após ser libertado da prisão na Argélia
O pastor argelino Slimane Bouhafs. Foto – Divulgação

Depois que o pastor Slimane Bouhafs, foi libertado da prisão em 2018 na Argélia após ele ter cumprido quase dois anos por blasfêmia, ainda é perseguido mesmo depois de buscar refúgio para a Tunísia.

O pastor Slimane, foi condenado a cinco anos de prisão em 2016, por mensagens que ele postou no Facebook sobre o cristianismo. No entanto, Bouhafs se beneficiou dos esforços de defesa que chamaram a atenção internacional e recebeu um perdão presidencial parcial em 2017.

Porém, sua libertação só aconteceu em 1º de abril de 2018, um ano depois de ganhar o perdão. Assim como muitos cristãos rotulados de blasfemadores do Islã, seus problemas não terminaram com sua libertação.

Perseguição

“Pessoas odiosas ainda queriam minha vida. Uma vez encontrei dois pneus do nosso carro destruídos por uma faca. Eu estava recebendo ligações ameaçadoras. Registrei os números e apresentei queixa, mas o promotor não ligou.” Disse Bouhafs, 54, ao Morning Star News.

Após sua libertação, o governo cortou os benefícios por invalidez que ele recebia devido a uma condição que o levou a parar de trabalhar como segurança em 1999, disse ele. Antes disso, trabalhou como policial até 1994.

“Por 19 anos eu geralmente recebia meus benefícios devidos, mas desde a minha libertação, nada”, disse ele ao Morning Star News. “O Estado islâmico argelino roubou parte da minha vida e até meu salário. Fiquei sem um centavo.”

Temeroso por si mesmo e por sua família, ele decidiu pedir asilo na Tunísia, pois obter um visto para a Europa ou América do Norte era impossível, disse ele. Bouhafs chegou à Tunísia em outubro de 2018 – onde foi repetidamente ameaçado por telefone e nas redes sociais, disse ele.

“Certa vez, três pessoas em uma motocicleta me abordaram no meio da rua, na frente de uma multidão de pessoas indo e vindo”, disse Bouhafs.

“Eles pediram meus papéis com ameaças. Dei a eles, e disse que era um refugiado. Depois de dar uma olhada, eles os entregaram para mim. Foi então que eles me insultaram e me ameaçaram sem ninguém intervir.”

Um dos homens tinha sotaque argelino, disse ele.

“Fui direto à delegacia para registrar queixa. Infelizmente, lá fui mais maltratado. Depois de encontrar artigos no Google e descobrir que sou cristão e estava na prisão acusado de minar o Islã, os agentes se levantaram contra mim e também me insultaram e me maltrataram. Só pude sair do local esquecendo a reclamação.” Disse Bouhafs.

Desde que deixou a Argélia, um ano depois, Bouhafs espera há mais de dois anos que um país de refúgio abra suas portas para ele e sua família.

“Honestamente, estou preso – estou tão assustado aqui quanto na Argélia”, disse Bouhafs. “Estou tão ameaçado aqui quanto no meu país.”

Argélia foi classificada na 24° posição na Lista Mundial da Perseguição, da organização Portas Abertas, que lista os 50 países onde é mais difícil de ser cristão. A Tunísia se classificou 26 º na lista.

Seguir o Amigo De Cristo no Google Notícias

Deixar cometário no Facebook: