Cristão é morto por financiar construção de igreja no Egito

Estado Islâmico executa um cristão copta no Sinai do Norte, no Egito

Cristão é morto por financiar construção de igreja no Egito
Estado Islâmico executa um cristão copta no Sinai do Norte, no Egito. Foto – Divulgação

O Estado Islâmico (IS, ex-Ísis) executou um cristão copta egípcio ortodoxo, matando-o com uma bala na cabeça em uma execução filmada e postada online ontem nos canais sociais do grupo jihadista e compartilhada por vários usuários e plataformas.

A vítima, já considerada um “novo mártir” pelos ortodoxos no Egito, o cristão, Nabil Habashi Khadim, 62 anos, foi sequestrado em novembro do ano passado na cidade de Bir Al-Abd, no norte do Sinai. No vídeo, ele é visto sendo baleado na cabeça enquanto estava ajoelhado no chão.

De acordo com a Asia News, o homem contribuiu para a construção do único local de culto cristão da cidade, a igreja da Madonna dell’Anba Karras. Esse também é um dos motivos que levaram o comando jihadista a sequestrá-lo.

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No vídeo, um dos algozes pertencentes à célula local do Daesh (sigla em árabe para IS) acusa explicitamente o homem de ter contribuído financeiramente, para a construção da igreja pouco antes de puxar o gatilho e executá-lo.

O grupo jihadista também acusa a Igreja de “colaboração” com o exército egípcio, a polícia e os serviços secretos. Outros ainda associam o momento do assassinato ao próximo feriado de Páscoa, que será em 2 de maio para os cristãos coptas ortodoxos.

Testemunhas dizem que Nabil Habashi Khadim, o último de uma “longa linha de mártires do Sinai do Norte”, era um joalheiro estimado da cidade de Bir Al-Abd. Sua família é considerada uma das mais antigas da comunidade copta da região, muito ativa no comércio de ouro, além de dona de uma loja de roupas e revenda de telefones celulares.

Em 8 de novembro, um grupo de homens armados, mas à paisana, sequestrou-o na rua em frente à sua casa e fugiu sem ser perturbado. Em todos esses meses, as buscas da polícia e os apelos da família para sua libertação foram em vão.

Sua morte causou dor e emoção na comunidade copta egípcia, cujo líder, o papa Tawadros II, emitiu uma condenação severa e pediu orações pelo homem “sequestrado por elementos Takfiri no Sinai do Norte há cinco meses e posteriormente martirizado”.

A Igreja em nota, disse: “chora por um filho e servo fiel” que agora se encontra na glória celestial de Cristo por ter dado testemunho da sua fé até ao sacrifício de sangue.

A declaração conclui confirmando o apoio da comunidade copta ortodoxa “aos esforços do Estado egípcio” para conter esses atos odiosos de terrorismo e para preservar nossa querida unidade nacional por um futuro de paz e prosperidade.

Grupos extremistas islâmicos lutam há anos no norte do Sinai, o que se intensificou após a queda do presidente Mohamed Morsi em 2013 e a ascensão do Estado Islâmico na região no ano seguinte. Vários cristãos também foram alvos, mortos em ataques contra indivíduos e grupos de fiéis.

Em fevereiro de 2018, as forças de segurança egípcias, o exército e a polícia lançaram uma campanha massiva contra grupos armados e jihadistas, com particular atenção para a área do Sinai do Norte.

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