Ministério Público quer retirar igrejas de serviços essenciais em SP

Órgão realizará uma reunião virtual nesta segunda (8) para debater o decreto de Dória que autoriza o funcionamento de igrejas durante a fase vermelha em SP.

Ministério Público de SP avalia retirar igrejas de serviços essenciais
Ministério Público de SP avalia retirar igrejas de serviços essenciais. Foto – Divulgação

O Ministério Público de São Paulo, avalia retirar as igrejas inseridas como serviços essenciais no último decreto do governador João Doria, que permite reuniões religiosas durante a fase vermelha da pandemia em São Paulo.

De acordo com a Folha de São Paulo, está previsto para esta segunda-feira (8) uma reunião virtual com integrantes do Ministério Público, representantes do governo e líderes religiosos. Eles analisarão o decreto de Doria, que classifica as igrejas como serviços essenciais.

O cenário mais provável é que dessa reunião saia uma recomendação do Ministério Público, destinada ao governador João Doria (PSDB), orientando para que ele retire as igrejas dentre as atividades essenciais, assim como ocorria antes.

“O momento exige que todas as decisões sejam subordinadas ao principal objetivo: proteger a vida”, disse o procurador de Justiça, Mario Sarrubbo. Ainda não há uma definição clara por parte da Promotoria do que poderá acontecer caso a recomendação, sendo seja publicada, seja eventualmente ignorada pelo governador do estado.

Neste final de semana, teve início a fase vermelha do Plano São Paulo. As ruas de bairros boêmios, ficaram praticamente desertas – já que boates, bares e restaurantes só podem funcionar para entrega de comida. Já as igrejas abriram suas portas e, algumas delas, ficaram cheias.

A inclusão de igrejas entre os serviços essenciais pelo governador João Doria contrariou médicos que compõe do comitê de combate ao coronavírus, doença que já matou mais de 61.463 pessoas no estado de São Paulo e, 264.446 em todo o país.

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