Jovem cristão será libertado após 4 anos de prisão no Paquistão

Tribunal do Paquistão concede fiança a jovem cristão condenado a dez de prisão acusado de cometer blasfêmia.

Tribunal do Paquistão concede fiança a jovem cristão em caso de blasfêmia.
Tribunal do Paquistão concede fiança a jovem cristão em caso de blasfêmia. Foto – Arquivo

Um jovem cristão será libertado sob fiança, após ficar quatro anos na prisão condenado por blasfêmia, no Paquistão. Embora o caso ainda não está resolvido, é um passo positivo para uma das pessoas mais jovens condenadas por blasfêmia na história do Paquistão.

Na segunda-feira, 1º de março, o Tribunal Superior de Lahore concedeu fiança a Nabeel Masih. Em declarações à mídia, o advogado de Masih, Naseeb Anjum, disse que tentaria preencher a papelada necessária para garantir a liberdade de Masih.

De acordo com seu advogado, Naseeb Anjum, Masih recebeu fiança do Tribunal Superior de Lahore. Não estava claro exatamente quando Masih seria libertado. “Vou continuar essa luta legal por sua absolvição”, acrescentou.

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Em 18 de setembro de 2016, Akhtar Ali acusou Masih, então com 16 anos, de blasfêmia por causa de uma postagem no Facebook que desrrespeita a Kaaba em Meca. Na época, Akhtar Ali, viu uma foto na linha do tempo de Masih que mostrava a Kaaba com um porco em cima.

Ali entrou com uma acusação de blasfêmia contra o cristão Masih, na Delegacia de Polícia de Phoolnagar na vila de Dina Nath. Lá, a polícia prendeu Masih e o acusou de cometer blasfêmia de acordo com as Seções 295 e 295-A do Código Penal do Paquistão.

A polícia afirma ter removido a imagem supostamente blasfema do Facebook para evitar mais violência. No entanto, a remoção do posto tornou difícil determinar se Masih é inocente ou não. Ainda não se sabe se o próprio Masih postou a foto ou apenas foi marcado na foto.

Em 2018, o jovem cristão Masih, foi condenado por blasfêmia e sentenciado a 10 anos de prisão. Na época, Masih tinha 18 anos e era a pessoa mais jovem condenada por blasfêmia na história do Paquistão.

No Paquistão, falsas acusações de blasfêmia são generalizadas e frequentemente motivadas por vinganças pessoais ou ódio religioso. As acusações são altamente inflamatórias e têm o potencial de desencadear linchamentos, assassinatos de vigilantes e protestos em massa.

Desde que o Paquistão acrescentou às leis de blasfêmia nas Seções 295-B e 295-C, do país em 1987, o número de acusações de blasfêmia disparou. Cerca de 1.534 pessoas, já foram acusadas de blasfêmia entre 1987 até 2017, no Paquistão.

Desses 1.534, 829 acusações (54%) eram contra minorias religiosas. Com os cristãos representando apenas 1,6% da população total do Paquistão, as 238 acusações (15,5%) feitas contra os cristãos são desproporcionais.

William Stark, gerente da International Christian Concern (ICC), disse: “Estamos felizes em ver este passo positivo no caso de Nabeel. Esperamos que em breve ele seja libertado da prisão e tenha permissão para voltar para sua família”.

Segundo Stark, ele tem esperança de que o Tribunal Superior de Lahore, absolva totalmente Nabeel para que sua inocência possa ser provada. No entanto, se preocupa com a segurança do jovem cristão Nabeel.

Os extremistas no Paquistão, costumam ter como alvo os cristãos que são acusados ​​de blasfêmia. Desde 1990, mais de 60 pessoas foram assassinadas extrajudicialmente após serem acusadas de blasfêmia.

Quando libertado, as autoridades do Paquistão devem tomar medidas para proteger Nabeel e sua família. As autoridades paquistanesas também devem tomar medidas para combater as falsas acusações de blasfêmia que arruinaram tantas vidas. Conclui.

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