Irã considera as redes sociais como ameaça à segurança nacional

Qualquer atividade cristã no Irã já é considerada uma ameaça, no país que é considerando o mais fechado para o evangelho.

Irã considera as redes sociais como ameaça à segurança nacional
Por mais que tente, o Irã não pode proibir plataformas de mídia social. Foto – Divulgação

O regime da república islâmica do Irã, na tentativa de monitorar sua população classificou as redes sociais como ameaça à segurança nacional. A população do Irã é estimada em mais de 83 milhões, 99% dos quais praticam alguma forma de Islã.

A crescente incapacidade do Irã de controlar o fluxo de capital e estabelecer uma sociedade segura destrói a importância e relevância do governo para os seus cidadãos comuns, diz um relatório recente da Universidade Militar de Defesa Nacional.

Os meios de comunicação social mudam o estilo de vida dos iranianos, mas também é uma forma de divulgação para muitos grupos, incluindo o cristianismo. A inteligência iraniana vê esta oportunidade de divulgação como uma ameaça à segurança nacional e tem cada vez mais identificado a necessidade de abordar o chamado problema.

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Sites e aplicativos bloqueados

  • O acesso à internet no Irã costuma ser estável, mas alguns sites sofrem censura e/ou bloqueio por parte das autoridades. Facebook, Twitter e YouTube são completamente inacessíveis, enquanto aplicativos de mensagem instantânea como o WhatsApp sofrem filtragens esporádicas. Curiosamente, o Instagram é bem-aceito e possui até páginas oficiais de órgãos do governo.

Qualquer atividade cristã no Irã já é considerada uma ameaça, no país que é considerando o mais fechado para o evangelho. Se as autoridades iranianas buscarem controlar e monitorar os cidadãos nas redes sociais mais do eles já são, as implicações para o cristianismo podem ser extremamente prejudiciais.

Controle do governo

Os cristãos de origem muçulmana são os mais vulneráveis ​​à perseguição do governo e de suas comunidades. O controle do governo é maior nas áreas urbanas, enquanto as áreas rurais são menos monitoradas.

Como as vias oficiais de divulgação já são muito restritas, incluindo a falta de igrejas no país e a incapacidade dos cristãos de compartilhar sua fé livremente, as redes sociais oferecem uma oportunidade.

O cristianismo já provou que pode crescer nos ambientes mais restritivos, mas a supervisão contínua e a pressão do governo iraniano, ainda preocupam os cristãos no país, que já passa de um milhão.

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