Filha bate em mãe idosa por tentar ir na igreja durante pandemia

A filha disse que ela não ia à igreja, então passou a segurar e a chacoalhar a mãe com força

Filha bate em mãe idosa por tentar ir na igreja durante pandemia
Delegada Sueli explica que mulheres também podem responder pela Lei Maria da Penha. (Foto: Henrique Kawaminami)

Uma mulher de 67 anos foi agredida pela própria filha de 48 anos porque tentava ir à igreja na pandemia. A idosa que estava de máscara, disse que deseja muito ir para o culto porque era um novo pastor.

Segundo o Campo Grande News, o caso aconteceu na última segunda-feira (8), no Bairro Jardim Presidente, em Campo Grande. A filha que veio de Corumbá e morava com os pais há dois anos, porque os dois estavam com problemas de saúde.

De acordo com o boletim de ocorrência, a mulher passou a beber e a ficar muito agressiva, vindo a atacar a mãe quando ela falou que ia a igreja, segurando e agredindo para que ela não saísse de casa para participar do culto religioso.

“Nesse dia, ela havia bebido muito e a mãe se arrumou com máscara e tudo e falou que ia para a igreja. A filha disse que ela não ia, então passou a segurar e a chacoalhar a mãe com força”, descreve a delegada Sueli Araújo Lima Rocha.

Conforme relato da Delegada Sueli, a mulher não queria deixar a mãe sair por conta dos casos de covid-19. O pai também se envolveu na história para defender a filha. A mulher unhou a mãe e deixou cortes com sangramento.

Foi a própria vítima que chamou a Polícia Militar, mãe é filha, foram encaminhadas à Deam (Delegacia Especializada Atendimento à Mulher). A filha foi presa em flagrante por violência doméstica dolosa, a filha já passou por audiência de custódia e vai responder em liberdade.

Com a gravidade do caso, a delegada comenta que ficou espantada de ver uma filha fazer isso com a própria mãe. A delegada explicou que mulheres também podem responder pela Lei Maria da Penha.

“Vale ressaltar que mulheres também podem responder pela Lei Maria da Penha, principalmente quando se verifica a violência de gênero diante da subordinação da mulher em relação à outra”, explica Sueli.

 

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