De joelhos freira impede mortes de cristãos em Mianmar

Freira se ajoelha e chora em frente a policiais e impede morte de jovens cristãos, em Mianmar

De joelhos freira impede mortes de manifestantes cristãos em Mianmar
Ajoelhada freira impede mortes de cristãos em Mianmar. Foto – Divulgação/Maung Bo

A foto de uma freira ajoelhada em frente a uma linha da polícia em Mianmar se tornou viral no Twitter. Em lágrimas e de joelhos, a irmã An Nu Thang pede à polícia para não agredir os manifestantes cristãos.

A foto foi compartilhada pelo arcebispo católico romano de Yangon em Mianmar, o cardeal Charles Maung Bo, por meio de sua conta no Twitter. Maung Bo publicou uma série de fotos sobre o incidente em sua conta do Twitter no último domingo.

Fotos locais estão se espalhando pelas redes sociais, enquanto os militares e policiais de Mianmar disparam munições reais indiscriminadamente para dispersar os protestos que ocorreram em Mianmar no dia, 28 de fevereiro.

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Sem se deixar abater pelo medo, a freira irmã Nu Tawng se ajoelhou diante do pessoal de segurança, implorando que não atirassem nos civis desarmados.

“Basta atirar em mim se quiser”, disse a freira, acrescentando que “os manifestantes não têm armas e estão apenas mostrando seu desejo pacificamente”.

Irmã Ann Rosa Nu Tawng
A freira Irmã Ann Rosa Nu Tawng, chora e pede à polícia para que não haja mortes.

A freira da congregação das Irmãs de São Francisco Xavier em Myitkyina, capital do estado de Kachin, lembrou que os seguranças a mandaram sair porque ela estava em grave perigo, mas ela insistiu que não iria embora e estava pronta para morrer.

“Eu me preparei para dar minha vida pela Igreja, pelo povo e pela nação”, disse ela.

Falando ao UCA News em 1o de março, a irmã Nu Tawng elaborou sobre como ela duas vezes implorou às forças de segurança e como ela ajudou os manifestantes a escaparem de espancamentos e prisões.

Em 28 de fevereiro, houve ataques em todo o país contra o regime militar, já que milhares de pessoas fizeram os protestos que aumentaram a repressão da polícia e soldados, levando a pelo menos 18 mortes e dezenas de feridos.

A freira de 45 anos lembrou que dezenas de manifestantes correram e se esconderam na clínica administrada pela igreja, onde ela trabalhava enquanto o pessoal de segurança os espancava, perseguia e prendia.

“Quando vi esse cenário, senti que era uma zona de batalha”, disse ela. Ela também foi atingida na perna e no peito, mas sofreu apenas ferimentos leves.

A irmã Nu Tawng foi uma das freiras que ficou diante da clínica e mostrou solidariedade aos manifestantes segurando cartazes que diziam “Justiça e democracia prevalecerão” enquanto os manifestantes anti-golpe marchavam nas ruas.

A opressão se intensifica

O estado de Kachin, um reduto cristão, tem visto protestos diários contra o regime militar, enquanto milhares de pessoas tomaram as ruas em várias cidades após o golpe de 1º de fevereiro.

Os grupos étnicos minoritários constituem um terço dos 54 milhões de habitantes de Mianmar. As principais populações cristãs são encontradas nos estados de Kachin, Kayah, Karen e Chin.

 

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