Crianças são decapitadas por terroristas islâmicos em Moçambique

Extremistas islâmicos estão decapitando crianças em Moçambique, diz organização de ajuda humanitária

Este casal fugiu de sua aldeia depois que seu filho mais velho foi decapitado por jihadistas
Este casal fugiu de sua aldeia depois que seu filho mais velho foi decapitado por jihadistas. Foto – Rui Mutemba / Save the Children.

A organização britânica Save the Children, diz que crianças de apenas 11 anos estão sendo decapitadas em Moçambique, como parte de uma insurgência islâmica que matou milhares e forçou quase um milhão de pessoas fugirem de suas casas.

A Save the Children, uma organização de ajuda humanitária, disse ter falado com famílias deslocadas que descreveram “cenas horríveis” de assassinato, incluindo mães cujos filhos foram mortos.

Em um caso, a mulher se escondeu, indefesa, com seus outros três filhos enquanto seu filho de 12 anos foi assassinado nas proximidades.

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Segundo à BBC News, ela relatou: “Tentamos escapar para a floresta, mas eles pegaram meu filho mais velho e o decapitaram”, disse a jovem de 28 anos, que se chama Elsa, para Save the Children, segundo a citação.

“Não podíamos fazer nada porque seríamos mortos também.” Disse, ela.

Outra mãe, de 29 anos chamada Amelia, disse à Save the Children que seu filho tinha apenas 11 anos quando foi morto por homens armados.

“Depois que meu filho de 11 anos foi morto, entendemos que não era mais seguro ficar na minha aldeia. Fugimos para a casa do meu pai em outra aldeia, mas alguns dias depois os ataques começaram lá também.” Disse ela.

Terroristas Islâmicos

Nos últimos três anos, a insurgência islâmica aumentou no norte de Moçambique, deixando mais de 2.500 mortos e 700.000 forçados a fugir. Embora o conflito tenha começado em uma disputa local entre uma gangue local, ela se tornou uma crise internacional.

O grupo rebelde agora foi reivindicado pelo Estado Islâmico no Iraque e na Síria (ISIS) e está recebendo ajuda de fora das fronteiras do país. O governo demorou responder à crescente ameaça e permitiu que o grupo rebelde, conhecido localmente como al-Shabab, embora não fosse filiado ao grupo somali, ganhasse uma posição na região.

“Enquanto o mundo estava focado em covid-19, a crise de Cabo Delgado cresceu, mas foi totalmente esquecida,” declarou Chance Briggs, Diretor Nacional da Save the Children em Moçambique.

Em um artigo separado, Briggs disse à BBC que é difícil determinar os motivos exatos do grupo terrorista: “Eles cooptam os jovens para se juntarem a eles como recrutas e, se recusarem, são mortos e às vezes decapitados.” Disse, Briggs.

Num vídeo no ano passado, um líder de grupo falou sobre o Islão e o seu desejo de um “governo islâmico, não um governo de descrentes”, ao mesmo tempo que se queixava de abusos por parte dos militares de Moçambique.

Observadores dizem que a evolução da insurgência islâmica de Moçambique, é semelhante ao surgimento do Boko Haram no norte da Nigéria. Um grupo marginalizado explorando as queixas locais, aterrorizando muitas comunidades.

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