Pandemia deixa cristãos perseguidos mais vulneráveis em vários países

A liberdade religiosa tem um custo maior a cada ano e agora, mais do que nunca, precisamos usar nossa voz para defender os cristãos perseguidos, diz pesquisador

Os cristãos perseguidos na Índia recebem pouca ajuda durante a pandemia
Os cristãos perseguidos na Índia, recebem pouca ajuda durante a pandemia. Foto – Divulgação

A pandemia da Covid-19, têm sido um “catalisador” para a repressão às minorias cristãs em vários países, deixando milhares de cristãos à vulnerabilidade. A organização Portas Abertas, relata os impactos negativos na vida desses cristãos durante a pandemia.

O relatório da Portas Abertas conhecido como Lista Mundial da Perseguição, que mostra os 50 países onde os cristãos são mais perseguidos, revela que a pandemia da Covid-19, deixa os cristãos mais vulneráveis.

A vulnerabilidade destes cristãos, acontece em vários países, como a Índia, onde cerca de 80 por cento dos 100.000 cristãos, que recebem ajuda da Portas Abertas, foram demitidos dos pontos de distribuição de alimentos.

Sem ter acesso aos pontos de distribuições de comida, os cristãos são obrigados à caminhar longas distâncias para obter comida em outro lugar. Segundo os depoimentos, eles ainda são forçados a esconder sua fé cristã, para receber ajuda.

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Mike Gore, CEO da Portas Abertas Austrália e Nova Zelândia, disse em um comunicado que a situação reflete a “triste, mas verdadeira realidade da perseguição e discriminação em todo o mundo”.

“Os perseguidores usam todas as ferramentas possíveis para infligir o maior dano e as maiores consequências aos cristãos que escolhem seguir Jesus”. Explica, Mike Gore.

Gore, descrevendo a tendência como “alarmante”, disse que é uma questão que as igrejas e governos ocidentais precisam resolver de forma proativa.“A liberdade religiosa tem um custo maior a cada ano e agora, mais do que nunca, precisamos usar nossa voz para defender os cristãos perseguidos”.

A instituição ainda revela, que houve um aumento na vulnerabilidade à violência doméstica durante o confinamento e entre convertidos cristãos. No entanto, os relatos de sequestro, conversões forçadas e casamento forçado de mulheres e meninas também aumentaram.