Igreja católica que é registrada pelo estado será demolida, na China

. Embora a igreja católica do Sagrado Coração, já tenha passado por uma reforma em 2018, ela áinda é alvo de perseguição pelo governo comunista da China.

A igreja católica chinesa do Sagrado Coração
A igreja católica chinesa do Sagrado Coração. Foto – Divulgação/AsiaNews

Apesar da igreja católica do Sagrado Coração, ser registrada pelo estado e das autoridades locais, será demolida na província de Xinjiang, na China. Os membros da igreja, suspeitam que será construído uma área comercial em seu lugar.

A igreja que foi construída há 20 anos no local, recebeu todas as autorizações necessárias para sua inauguração e contou com a participação de autoridades locais em sua cerimônia de dedicação. Em fevereiro de 2018, as autoridades já retiraram à força suas cruzes, junto com quatro baixos-relevos que adornavam a fachada.

De acordo com o Asia News, embora as autoridades locais chinesas não tenham revelado o motivo da demolição, a maioria do membros suspeita que a igreja está sendo destruída para usar o terreno e construir uma área comercial em seu lugar.

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De facto, a igreja encontra-se ao longo da estrada que dá acesso ao aeroporto e nos planos urbanísticos, esta estrada vai tornar-se cada vez mais importante. Embora a igreja católica do Sagrado Coração, já tenha passado por uma reforma em 2018, com base no padrão das autoridades locais, ainda é muito “visível”.

Outra desculpa para a demolição é que a igreja tem sido muito “vistosa”, sob a campanha de “Sinicização” do presidente ditador chinês Xi Jinping, locais religiosos que possuem elementos estrangeiros facilmente se tornam alvos e sofrem a remoção forçada de símbolos religiosos ou a demolição total.

Os católicos locais acreditam que o Regulamento sobre Assuntos Religiosos na China, está sendo explorado com a intenção de sufocar a vida dos cristãos. Segundo um católico disse ao AsiaNews: “Esta é mais uma confirmação de que o país não respeita a liberdade de culto e os legítimos interesses dos crentes”.