Cristãos em Mianmar temem pelo futuro após o golpe militar

Embora a comunidade cristã não seja alvo do Tatmadaw no momento, a ativista cristã K. Soi teme que isso possa mudar no futuro.

Golpe militar pode resultar em perseguição, alertam os ativistas
Golpe militar pode resultar em perseguição, alertam os ativistas. Foto – Divulgação

Os cristãos em Mianmar uma pequena parcela da população, estão preocupados sobre o que vem pela frente, com futuro inccerto devido ao golpe de Estado que derrubou o governo civil de Aung San Suu Kyi em 1o de fevereiro.

No país do pluralismo religioso, os cristãos que são uma das minorias religiosas em Mianmar participam dos protestos e manifestações. The Alabama Baptist compartilha a perspectiva de uma mulher cristã, que ensina inglês no estado de Kachin.

A cristã K Soi, que usa um pseudônimo, teme que Mianmar corra o risco de se tornar como a “Coreia do Norte”, caso se o governo eleito pela vontade do povo, de forma democrática no país não for restaurado em breve.

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Ela tem se juntado a milhares de outras pessoas em “protestos” diários contra as ações militares. Os protestos, chamados de desobediência civil, têm o apoio de muitos cristãos no país. Na verdade, apesar dos riscos e perigos, ela tem visto um número crescente de jovens cristãos se unindo.

O presidente da Convenção Batista Kachin (KBC), Hkalam Samson, compartilhou a posição do KBC declarando: “Como civis e como cristãos, nós não apoiamos nenhuma injustiça, autoridade ou governo centralizado”. Disse, ele.

Embora a comunidade cristã não seja alvo do Tatmadaw no momento, K. Soi teme que isso possa mudar no futuro. As preocupações da Covid-19 já interromperam muitas reuniões da igreja e os esforços humanitários para ajudar os deslocados internos na região cessaram.

O povo de etnia Kachin, de maioria cristã, há muito sofre conflitos armados entre o Exército da Independência de Kachin (KIA) e o Tatmadaw, após a quebra do acordo de cessar-fogo em 2011.

De acordo com os dados de 2020 do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (UNOCHA), em 31 de janeiro de 2020, havia 138 locais de pessoas deslocadas internamente (PDI) no estado de Kachin.

Ataulmente esse grupo religioso, têm um total de 97.322 deslocados, em Mianamar. Com o golpe, certamente esses deslocados terão ainda mais dificuldade para sobreviver.

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