Massacre em igreja na Etiópia deixa 750 pessoas mortas

Organização denuncia massacre de 750 pessoas em igreja na Etiópia

Milhares de pessoas fogem após o massacre na Igreja Maryam Tsiyon em Aksum, na Etiópia.
Milhares de pessoas fogem após o massacre na Igreja Maryam Tsiyon em Aksum, na Etiópia. Foto – Divulgação

Segundo uma organização com sede na Bélgica, cerca de 750 pessoas foram mortas em ataque contra uma igreja da Etiópia. O massacre na igreja, foi detalhado no ‘Relatório de Situação’ de 9 de janeiro do, European External Programme Africa (EEPA).

Na terça-feira, 15 de dezembro, as tropas federais etíopes e a milícia de Amhara atacaram a igreja de Mariam de Sião na antiga cidade de Tigrayan. De acordo com várias fontes, a igreja estava cheia, com alguns dizendo que até 1.000 pessoas estavam no prédio ou no complexo ao redor.

Segundo à organização, o “massacre na igreja” foi executado por tropas federais etíopes e milícias de Amhara. A Etiópia abriga de 36 milhões de cristãos ortodoxos, sendo a segunda maior população ortodoxa do mundo depois da Rússia.

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A organização sem fins lucrativos disse que as pessoas que estavam escondidas na igreja foram trazidas e fuziladas na praça em frente ao prédio. O massacre aconteceu na Igreja Maryam Tsiyon em Aksum, também conhecida como Igreja de Nossa Senhora Maria de Sião.

O santuário de “Mariam of Zion”, é Localizado em Tigray, região no norte que abriga muitas igrejas e mosteiros, e também assolada por conflitos. A igreja faz parte da Igreja Ortodoxa Etíope Tewahedo, que tem cerca de 36 milhões de membros.

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Segundo relatos dos habitantes locais à (EEPA), os atacantes queriam fugir com a Arca da Aliança que os cristãos etíopes acreditavam estar abrigada na igreja. Os moradores disseram à EEPA que os agressores queriam levar a Arca da Aliança para a capital da Etiópia, Addis Abeba.

A notícia do massacre, chegou ao conhecimento depois que pessoas caminharam mais de 200 quilômetros até a capital regional, Mekelle, e só a partir daí a história foi gradualmente filtrada, apesar da repressão a todas as mídias em Tigray.

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