Irã nega sua perseguição aos cristãos, na ONU

O Irã respondeu negando quase todas as reivindicações feitas. Sobre os 24 cristãos, o país alega que estavam promovendo o "cristianismo" realizando reuniões ilegais, negando perseguir os cristãos

O presidente iraniano, Hassan Rouhani, afirma ser um moderado, mas teve pouco impacto positivo sobre a situação das minorias religiosas, no Irã.
O presidente iraniano, Hassan Rouhani, afirma ser um moderado, mas teve pouco impacto positivo sobre a situação das minorias religiosas, no Irã. Foto – Divulgação

Um grupo especial de investigação das Nações Unidas (ONU), divulgou um relatório sobre a preocupação com a “perseguição sistemática de cristãos” no Irã. O relatório foi divulgado meses após a publicação original, depois que o Irã não respondeu no prazo de 10 de janeiro.

Os especialistas da (ONU), destacaram os 24 cristãos que estão presos ou que possa estar enfrentando acusações e perseguição no Irã. Acredita-se que haja entre 500.000 e 800.000 cristãos no Irã, a maioria convertidos e membros de igrejas domésticas.

De acordo com seu relatório, os especialistas “desejam expressar nossa séria preocupação com a relatada ampla repressão e perseguição de pessoas pertencentes à minoria cristã no Irã, e em particular aqueles que se converteram do Islã”.

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O relatório acusou o Irã de não fornecer procedimentos legais justos, incluindo acusações formuladas, falta de devido processo legal e assédio legal. Especificamente, foram feitas acusações contra cristãos por ameaças contra a segurança nacional e propaganda contra o estado.

O Irã respondeu negando quase todas as reivindicações feitas. Sobre os 24 cristãos, o país alega que estavam promovendo o “cristianismo” realizando reuniões ilegais e secretas para enganar os cidadãos e explorar as pessoas enganadas, especialmente as crianças”.

O Conselho Superior dos Direitos Humanos da República Islâmica do Irã, negou as acusações de perseguição de tortura, maus-tratos de cristãos, invasão de reuniões religiosas e punição injusta.

Com relação ao confisco de propriedades, a resposta do Irã observou que eles apreenderam apenas itens associados a crimes e muitas vezes devolvidos posteriormente. No entanto, as Bíblias e a literatura cristã são frequentemente categorizadas como evidências de crimes e muito raramente devolvidas.

O Irã continua a prender, assediar e perseguir cristãos, especialmente aqueles de origem muçulmana. Este relatório da ONU aborda internacionalmente os abusos dos direitos humanos e da liberdade religiosa do Irã, independentemente das tentativas do Irã de negar suas conclusões.

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