Na China, não há mais um lugar seguro para se ser cristão, diz relatório

China ameaça tirar filhos dos pais cristãos e enviá-los a `campos de reeducação´

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Na China, não há mais um lugar seguro para se ser cristão
O membro da Igreja ‘Early Rain Covenant’ Liao Quiang à direita, sua filha Ren Ruiting e genro Peng Ran.

A China persegue os cristãos para ganhar influência nas futuras relações diplomáticas com os EUA, disse um cristão em um vídeo divulgado, nessa quarta-feira 22 de julho, junto com um novo relatório da International Christian Concern (ICC).

Segundo a Baptist Press, em uma entrevista em vídeo pela divulgada na semana passada, um cristão chamado Liao Quiang, ao lado de sua filha e genro, compartilhou os perigos de ser cristão na China comunista.

De acordo com os relatos, cristãos chineses estão buscando asilo político nos EUA, depois de sofrerem inúmeras perseguições pelo Partido Comunista da China (PCCh).

Liao Quiang, era membro da Igreja Early Rain Covenant em Chengdu, antes que o “Partido Comunista chinês” o encerrasse em dezembro de 2018. Liao então, fugiu para Taiwan com sua família.

Ele afirmou que o (PCCh) “faz você pensar que eles estão dispostos a se comprometer, porque sabem que os americanos se preocupam com a liberdade religiosa. Se a China faz concessão em liberdade religiosa, os EUA devem comprometer o comércio. É o partido que politiza a liberdade religiosa, não os cristãos”.

Liao observou que os membros de sua igreja enfrentam perseguição contínua por sua fé após o seu fechamento. O fundador da igreja, Wang Yi, está preso junto com outro pastor da igreja, consta no relatório.

O PCCh também ameaçou os pais cristãos, dizendo que seus filhos seriam enviados para campos de reeducação do governo se fossem enviados para escolas da igreja. Os pais com filhos adotivos correm o risco de devolvê-los às suas famílias biológicas.

“A razão pela qual deixamos a China é porque o Partido Comunista Chinês é ilimitado em sua perseguição. Eles não apenas nos ameaçaram, adultos normais, membros normais da igreja, mas também ameaçaram nossos filhos”, disse Liao.

“Alguns de nossos membros adotaram filhos, as autoridades os enviaram à força os filhos adotivos de volta à sua família original. Essa é a principal razão pela qual fugimos da China. Porque não podemos garantir que nosso filho adotivo não seja levado por eles”.

Uma família da igreja, parte de Liao, teve quatro filhos adotivos apreendidos e retornaram à sua família biológica antes de serem distribuídos para outras famílias.

“É uma tragédia viva”, disse Liao. “A constante opressão deles me fez sentir que devemos fugir da China, porque nossos filhos são muito importantes para nós”.

Liao acredita que o PCC teme a transparência, pois exporá como está violando a liberdade religiosa, mas teme que a exposição possa incentivar mais perseguições.

“A maior ajuda é denunciar a perseguição. Denuncie com justiça. Não estamos dizendo que o governo dos EUA deva pressionar o governo chinês. Não é isso que esperamos”, disse Liao. O PCCh, tem muito medo de ser exposto. Eles têm medo da transparência”.

“Não queremos que o público pressionem o PCCh. Porque nessas circunstâncias, o governo definitivamente intensificará a perseguição religiosa. Quanto pior for as relações China-EUA , mais o PCCh persegue os cristãos”. Acrescentou.

Supressão Religiosa

A entrevista de Liao foi publicado junto no relatório da ICC sobre “Supressão Religiosa na China” pela gerente regional, Gina Goh, que destacou os fundamentos legais e implicações práticas da repressão sistemática da religião na China.

Goh observou que o (PCCh) pode redefinir as palavras em sua Constituição de acordo com sua conveniência, como a palavra “normal” na cláusula referente à proteção do governo de “atividades religiosas normais”.

“Com a repressão sistêmica contra os cristãos e igrejas, que são controladas pelo Estado ilegalmente, não há mais um lugar seguro para se ser cristão na China”, escreveu Goh no relatório.

“Assim, o Estado só protegerá as religiões que considerar normais e não é obrigado fazer se considerar alguma atividade religiosa anormal.” Goh escreveu. Como resultado, o governo tem a capacidade de reprimir certas práticas religiosas ou até dissolvê-las.