Arqueólogos descobrem a cidade bíblica de Siló

Cidade bíblica de Siló
Cidade bíblica de Siló (Foto: CBN News)

Arqueólogos descobrem a cidade bíblica de Siló, mencionada na Bíblia hebraica como o local de acampamento para o povo de Israel. Siló que nos dias atuais é um sítio arqueológico, foi a capital do país durante cerca de 300 anos.

A cidade bíblica de Siló, fica na região montanhosa de Efraim o país era a capital religiosa de Israel no tempo dos juízes, está situada ao norte de Betel, a leste da estrada de Betel para Siquém e Lebona nas colinas de Efraim (Jz 21:19).

Além do motivo de sua importância para a história do país é que este é o lugar onde Josué distribuiu a Terra Prometida para as 12 tribos de Israel. E onde o Tabernáculo permaneceu, fazendo com seja considerada “solo sagrado”.

Em sua explicação, o Dr. Scott Stripling, arqueólogo que lidera as escavações arqueológicas em Siló, afirma que: “Esta foi a primeira capital do antigo Israel. É um local sagrado porque o Mishkan Tabernáculo estava aqui, para onde as pessoas vinham esperando se conectar com Deus”.

“Estamos lidando com pessoas reais, lugares reais, eventos reais”, continuou ele. “Os relatos bíblicos não são mitologia. As moedas que escavamos hoje são de Herodes, o Grande; Pôncio Pilatos; Thestos; Félix; Agripa I e Agripa II. A Bíblia fala sobre essas pessoas. Nós temos a imagem bem aqui”.

Arqueólogos descobrem a cidade bíblica de Siló
Escavações na cidade bíblica de Siló. (Foto: CBN News)

Essa “imagem” que ele se refere inclui um muro fortificado construído pelos cananeus. A equipe de arqueólogos encontrou um verdadeiro tesouro de artefatos ali, que inclui moedas antigas e cerca de 2.000 peças de cerâmica.“Agora, este foi de ontem”, disse ele.

“Essas são as alças dos vasos de pedra. Lembra do primeiro milagre de Jesus em Caná? Havia jarros de pedra cheios de água. Essa era a cultura ritual da pureza do primeiro século”.

O Dr. Stripling acredita que escavar locais bíblicos pode mudar sua vida. “Você pode ler a Bíblia, você pode andar pelos lugares da Bíblia, mas o último passo é cavar a Bíblia”, compara.

“A areia está em nosso corpo, nossa boca e nariz… Ela se torna quase uma parte de você. É como se ao cavamos o solo, nos conectamos com Deus e uns com os outros, penso eu, de uma maneira muito importante.”. Disse, Stripling.

De acordo com sua afirmação, as descobertas mais recentes mudaram a compreensão histórica sobre vários relatos bíblicos que foram defendidas por muitos anos.

“A arqueologia não se propõe a provar ou refutar a Bíblia. O que queremos é iluminar o texto bíblico, dar o pano de fundo do texto, para exibir a cultura do mundo real, no que chamamos de verossimilhança”, destaca.

Finalizando, ele cita “se a Bíblia é verdadeira, então o Deus da Bíblia tem uma reivindicação moral em nossas vidas. Quando estabelecemos a veracidade do texto bíblico – espero que todos pensem nisso – vemos que Deus nos ama e tem uma reivindicação moral em nossas vidas”.

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