O extermínio de cristãos no norte da Nigéria

A organização denuncia o massacre de cristãos no nordeste da Nigéria

O extermínio de cristãos no norte da Nigéria
Enterro coletivo do extermínio de cristãos no nordeste da Nigéria (Foto: Hassan John)

Militantes radicais Fulani estão realizando um “extermínio de cristãos” no nordeste da Nigéria, mesmo durante a quarentena da COVID-19. Nos últimos ataques, os extremistas mataram duas crianças de cinco anos e uma de três.

A Voz dos Mártires Internacional, que apoia cristãos perseguidos em todo o mundo, está novamente a pedir ao governo nigeriano que tome medidas urgentes para proteger as suas comunidades cristãs, enquanto elas enfrentam a nova ameaça do coronavírus.

No último ataque de 14 de abril, militantes Fulani armados e a gritar ‘Allahu akbar’ [Alá é grande] invadiram uma vila perto da capital do estado de Jos. Eles expulsaram e mataram os moradores enquanto eles fugiam – incluindo três crianças.

Ataques constantes

Parceiros da Voz dos Mártires Internacional dizem que os Fulani armados lançaram o seu ataque à vila Hura às 19h. ‘Fulanis vieram e cercaram a vila, a gritar “Allahu akbar!”, Disse uma testemunha.

Outra testemunha disse: “Os atacantes apareceram de diferentes direções em grandes números e deitaram fogo em muitas casas”.

Uma mulher grávida, Victoria John, fugiu com outra mulher que também estava grávida e que fugia com o seu filho de cinco anos. “Ela escorregou e caiu, então eles mataram-na.” disse Victoria.

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Os militantes mataram nove moradores. Entre eles, Talatu Daniel, que estava grávida, e o seu bebê de três anos. Também um avô de 50 anos, Sunday Biri e o seu neto de cinco anos, Luka, morreram no ataque.

O chefe tribal, Rev. Ronku Aka, disse: “Esses atentados estão a ser mais perigosos do que o coronavírus. Eles são incessantes. Estou a pedir ao governo que tenha misericórdia e venha ao nosso auxílio.”

O ataque aconteceu a menos de 40 quilômetros da capital do estado de Jos, 21 casas foram queimadas, obrigaram os moradores a fugir para outra comunidade a 16 quilômetros de distância.

Milhares de cristãos foram expulsos das suas casas pelos radicais Fulani, fortemente armados, cujos ataques estão a provocar um êxodo de cristãos do norte e do cinturão médio do país. Apesar dos ataques em curso, o governo nigeriano pouca coisa fez para proteger os moradores cristãos da região.

Impunidade

“Os atacantes parecem estar a agir impunemente”, disse outro parceiro da Voz dos Mártires. “Eles invadem comunidades sem medo de serem confrontados. O sangue dos inocentes está a clamar por justiça.”

O arcebispo Benjamin Kwashi, de Jos, pediu várias vezes ao governo, proteção para o seu povo. Ele diz: “No norte da Nigéria, onde eu vivo, houve demasiadas mortes, destruição de casas, fazendas, propriedades e igrejas. As histórias são de partir o coração.”

Existem dezenas de milhões de Fulani étnicos espalhados pela África Central e Ocidental. Há sinais de que alguns deles estão a ser transformados em extremistas. No norte da Nigéria, os Fulani, principalmente muçulmanos, apropriam-se das terras de agricultores cristãos e ocupam as suas aldeias. Acrescentou, Kwashi.

Terroristas

Eles atiram para o ar e criam o pânico para expulsar os moradores. Quando as pessoas fogem das suas casas em meio à escuridão, os Fulani ficam à espera com os seus facões e atacam. Isso repetidamente. Em 2015, o Índice Global de Terrorismo (GTI) nomeou os extremistas Fulani como o quarto grupo terrorista mais mortífero do mundo.

“E em 2018, o GTI informou: “As mortes atribuídas aos extremistas Fulani são estimadas em seis vezes mais do que as cometidas pelo Boko Haram.” Ele acrescenta: “Os governos federal e estadual mostraram-se incapazes ou pouco dispostos a defender o seu próprio povo.

O governo parece impotente para impedi-los. “A Voz dos Mártires Internacional atendeu ao pedido de ação urgente para os cristãos do norte da Nigéria. “Primeiro veio o Boko Haram e depois os militantes Fulani, em extermínio dos cristãos na Nigéria”, disse o CEO da Voz dos Mártires do Reino Unido, Paul Robinson.

‘E esses ataques continuam imparáveis no meio da pandemia do coronavírus.”

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