Egito libera abertura de mais 70 igrejas cristãs no país

A decisão sobe o número total de igrejas que foram legalizadas desde que o comitê iniciou seu mandato em 2016.

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Egito libera abertura de mais 70 igrejas cristãs no país
Fiéis em uma igreja cristã no Egito (Foto: Reprodução/CSW)

O comitê que supervisiona a legalização das igrejas no Egito, decidiu legalizar a abertura de mais 70 igrejas cristãs no país após uma reunião, presidida pelo primeiro-ministro Mostafa Madbouly.

A decisão sobe o número total de igrejas que foram legalizadas desde que o comitê iniciou seu mandato em 2016 para 1638. O processo está baseado na Lei de Construção da Igreja (Lei nº 80 de 2016), que foi aprovada pelo Parlamento Egípcio.

Em 30 de agosto de 2016, o poder de aprovar a construção e renovação de igrejas foi estendido aos governadores provinciais.

Legalização de igrejas

Apesar da legalização de igrejas pelos governos provinciais, questões controversas e ações contrárias à “liberdade religiosa” continua no país. Na quarta-feira (20), autoridades locais demoliram um edifício da igreja em Koum Al-Farag, província de Al-Behera, após protestos sectários.

O prédio de um andar havia sido usado para fins de culto por 15 anos. Alguns anos atrás, muçulmanos locais construíram uma mesquita ao lado do prédio, na esperança de impedir que ela fosse legalizada como igreja.

De acordo com uma antiga tradição islâmica (ou lei comum), as igrejas são impedidas de serem formalmente reconhecidas ou exibir qualquer símbolo cristão se uma mesquita for construída ao lado delas.

Tensões sectárias

Um dos fatores responsáveis pela demolição de prédios utilizados para fins religiosos, segundo as autoridades egípcias, são as tensões entre grupos de diferentes crenças.

Recentemente, dois andares que foram construídos para expansão de uma igreja cristã, provocou tensão sectária. Para evitar novas escaladas, as autoridades locais demoliram o prédio da igreja e a mesquita que foi construída ao lado. Catorze cristãos foram presos quando tentaram impedir as autoridades de demolir o prédio.

“A CSW congratula-se com a legalização de mais igrejas no Egito e incentivamos o governo a continuar no caminho de reforma da legislação e abordar atitudes e práticas da sociedade que restringem o direito à liberdade de religião ou crença”, declarou o presidente-executivo da CSW, Mervyn Thomas.

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Embora a legalização desses locais de culto seja um avanço, continuamos preocupados com a destruição da igreja e da mesquita em Koum Al-Farag. O que não é uma maneira eficaz de lidar com as tensões sectárias.

“O governo deve trabalhar com as autoridades locais para formular intervenções cívicas que abordem e transformem as atitudes da sociedade que sustentam as tensões”, disse.

Apesar das melhorias notáveis ​​no tratamento da comunidade cristã durante o mandato do Presidente Sisi, incidentes sectários continuam ocorrendo em certas localidades, incluindo o sequestro e a conversão forçada de mulheres cristãs.

Os incidentes geralmente são resolvidos por meio de sessões extralegais de reconciliação comunitária, que geralmente são caracterizadas por preconceitos e decisões desequilibradas que privam as vítimas, principalmente os cristãos, da justiça.

A organização jurídica cristã CSW continua solicitando às autoridades do Egito, para que os responsáveis ​​por esses incidentes sejam responsabilizados pelo sistema jurídico.

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