Pastor é sequestrado em campo de refugiados em Bangladesh

Campo de refugiados de Kutupalong perto de Cox’s Bazar, Bangladesh (Foto:Reprodução – Reuters)

Um pastor com sua filha de 14 anos, foram sequestrados em (27) de janeiro, de um campo de refugiados muçulmanos em Bangladesh, várias famílias cristãs foram atacadas e roubadas por uma multidão enfurecida.

Dezenas de atacantes espancaram moradores cristãos, casas vandalizadas e saquearam bens pessoais no campo de refugiados Rohingya no Bazaar de Cox, segundo informou a organização de Direitos Humanos (Human Rights Watch).

Leia também:
+ Cristãos rohingya são atacados por extremistas em Bangladesh

De acordo com a organização, o pastor e sua filha teriam sido sequestrados no dia seguinte do ataque, segundo relatos da esposa, afirma que a adolescente foi forçada a se converter ao Islã e se casar.

Mais de 700.000 muçulmanos rohingya vivem no campo de refugiados depois de fugir da campanha de limpeza étnica de 2017 em Mianmar. Aproximadamente 1.500 cristãos rohingya estão entre eles.

O pastor sequestrado, que foi identificado apenas como Taher, foi levado do abrigo no campo dos refugiados no último 27 de janeiro. Sua esposa Roshida disse à Human Rights Watch que teme que seu marido tenha sido morto.

Ela acrescentou: ‘Ninguém pode me dar nenhuma informação clara, mas meus parentes me disseram que minha filha foi forçada a se converter ao Islã e se casar‘.

A polícia disse que dezenas de homens atacaram 22 famílias cristãs que vivem no campo 2 de Kutupalong, no bazar de Cox, na noite anterior aos sequestros, com pelo menos 12 refugiados cristãos rohingya, feridos e hospitalizados após o ataque.

As vítimas dizem que as autoridades de Bangladesh, descreveram o ataque como um “incidente comum das leis e ordens” e não como um ataque dirigido aos cristãos, e não fazem o suficiente para protegê-los ou para encontrar Taher e sua filha.

Os oficiais do acampamento “tentam evitar nossas perguntas”, um homem relata que um policial disse que, se as vítimas queriam estar em segurança, deveriam ‘ir para a lua’. Muitos cristãos, já haviam relatado ameaças e violência nos campos.

A relatora especial da ONU sobre direitos humanos em Mianmar, Yanghee Lee, expressou sua preocupação pelos refugiados cristãos rohingya que estão enfrentando ‘hostilidade e violência’.

O governo também deve agir imediatamente para proteger todos os grupos vulneráveis ​​nos campos de refugiados do país, incluindo minorias religiosas como os cristãos rohingya. Disse, Lee.