Irã força cristãos declarar religião para obter carteira de identidade

A nova regra do governo iraniano é para perseguir os convertidos cristãos do Islã.

 Foi removida a opção outras religiões para obter carteira de identidade no Irã (Foto:Reprodução)
Foi removida a opção outras religiões para obter carteira de identidade no Irã (Foto:Reprodução)

Os cristãos convertidos do Islã não têm mais a opção de manter sua fé em segredo no Irã depois que a República Islâmica removeu a opção “outras religiões” do novo formulário de inscrição para a carteira de identidade nacional.

O National Census Bureau restringiu as opções disponíveis aos novos candidatos apenas para as quatro religiões reconhecidas sob a constituição iraniana: cristianismo, judaísmo, islamismo e zoroastrismo.

A nova regra do governo iraniano sobre pedidos de carteiras de identidade está alinhada com sua estratégia de perseguir os convertidos cristãos do Islã e pressioná-los a emigrar de volta ao islamismo.

Isso significa que os muçulmanos convertidos ao cristianismo, que podem preferir não tornar pública sua fé, a fim de evitar hostilidade ou perseguição por parte da família, empregadores ou autoridades, agora precisam revelar que são cristãos ou mentir sobre sua fé, e marcar a caixa que diz muçulmano.

Um contato do Barnabas Fund disse que os cartões de identificação, que são obrigatórios para todos os cidadãos com 15 anos ou mais, são uma parte necessária da vida cotidiana no Irã, para acessarem serviços básicos do governo ou fazer transações bancárias.

A religião do titular não é mostrada no cartão, mas as informações fornecidas no formulário de inscrição são facilmente acessadas pela rede de computadores do estado.

O contato disse que a mudança de regra está alinhada com a estratégia do governo de perseguir os convertidos (e outros grupos religiosos não reconhecidos) e pressioná-los a emigrar.

Ela disse: “Os convertidos são sempre presos e liberados para levá-los a deixar o país e, em alguns casos, as autoridades sugerem abertamente que os convertidos saiam, muitos líderes de grupos convertidos têm pouca educação teológica e bíblica.”

A remoção da opção “outras religiões” marginalizará ainda mais outros grupos religiosos que não sejam cristãos que vivem no Irã, incluindo Bahais, Hindus e Yarsan.

*Contatos do Barnabas Fund e outras fontes