Entenda a perseguição aos cristãos na Líbia

Entenda como os cristãos são perseguidos na Líbia, o país mais fechado ao evangelho

Entenda a perseguição aos cristãos na Líbia
Entenda a perseguição aos cristãos na Líbia

Entenda como os cristãos são perseguidos na Líbia, o país mais fechado ao evangelho do Norte da África, e ocupa a 4ª posição na Lista Mundial da Perseguição (LMP) 2020, atrás somente de Coreia do Norte, Afeganistão e Somália.

Os principais tipos de perseguição que operam no país são opressão islâmica, antagonismo étnico, e corrupção e crime organizado. Na LMP 2020, a pontuação de violência aumentou, atingindo o nível extremo, pois foi de 9,6 em 2019 para 11,3. A razão para o aumento é o maior número de incidentes registrados. Para entender a pontuação que classifica os países, acesse “Entenda a Lista“.

Desde a queda do presidente Kadafi, em 2011, grupos radicais islâmicos ganharam influência e controle sobre a sociedade, gerando uma guerra civil e maior opressão islâmica. Em seu modo de pensar, não há lugar para o cristianismo. Assim, tanto convertidos a Cristo como migrantes cristãos da África Subsaariana estão em risco.

No geral, a sociedade não apoia os cristãos. O antagonismo étnico se manifesta pelo fato de a sociedade líbia ser conservadora e tribal; por isso, os migrantes subsaarianos são discriminados. A conversão do islamismo ao cristianismo não é vista somente como uma traição ao islã, mas também à família e à tribo.

O estado de anarquia da Líbia gera o ambiente ideal para o tráfico humano. As vítimas são migrantes da África Subsaariana ou do Oriente Médio que passam pelo país determinadas a cruzar o Mar Mediterrâneo rumo à Europa.

Alguns grupos militantes que atuam como grupos criminosos organizados ao se envolverem em tráfico de pessoas e outras atividades criminosas. Há relatos de que migrantes cristãos da África Subsaariana são especialmente maltratados e escravizados.

Nesse contexto, os grupos militantes islâmicos são a principal fonte de perseguição na Líbia, onde os cristãos são uma minoria muito pequena. Muitos, são estrangeiros subsaarianos em busca de emprego ou de meios de alcançar a Europa. Pressão social e perseguição por familiares também são desafios que os cerca de 150 cristãos ex-muçulmanos nativos enfrentam.

O estado de anarquia e guerra civil piora ainda mais a situação para os cristãos, pois cria um ambiente de impunidade, em que militantes islâmicos podem atacar cristãos sem medo de sofrer nenhuma consequência por isso.

Formas de perseguição

Pessoas comuns que aceitam interpretações intolerantes do islã, também contribuem para a perseguição aos cristãos, especialmente nas esferas da vida privada, familiar e comunitária. Os cristãos ex-muçulmanos enfrentam o maior perigo entre os membros da própria família, que consideram a conversão uma traição, que traz desonra à família e ao clã.

Quanto aos imigrantes, eles podem ser sequestrados por grupos criminosos em troca de resgate; muitos deles são vendidos como escravos e muitas mulheres enfrentam assédio e abuso sexual.

Apesar do contexto opressor, trabalhadores migrantes têm permissão para ter suas igrejas, mas nenhum líbio pode frequentá-las. Assim, cristãos estrangeiros desfrutam de certa liberdade, enquanto africanos nativos não árabes enfrentam perseguição dupla: racial e religiosa.

A forma de perseguição que mais atinge mulheres e meninas é importunação e abuso sexual. Além da dor física e emocional que esse tipo de ataque causa nas vítimas, o trauma causado à família, amigos e comunidade cristã é muito alto.

Quanto aos homens, trabalho forçado e algumas formas de escravidão são manifestações comuns da perseguição que enfrentam. Outras expressões de perseguição contra os homens são agressão física e tortura. Todas essas informações evidenciam a necessidade de oração e envolvimento em prol da Igreja Perseguida na Líbia. Ore pela Líbia.

Você pode mudar esta e outras realidades que os cristãos enfrentam com uma simbólica doação para organização de apoio aos cristãos perseguidos Portas Abertas. Para doar, bastar visitar o portal da organização e escolher dentre várias opções de países listados. Clique aqui.

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