Ataque jihadista deixa 20 mortos em Burkina Faso

Grupos jihadistas já mataram quase 800 pessoas em Burkina Faso desde o início de 2015

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Ataque jihadista deixa 20 mortos em Burkina Faso, dez eram cristãos
Ataque jihadista deixa 20 mortos em Burkina Faso, entre às vítimas dez deles eram cristãos

Pelo menos vinte civis foram mortos no sábado à noite em um “ataque jihadista” em Lamdamol, no município de Bani, província de Seno, norte de Burkina Faso, entre às vítimas dez deles eram cristãos, disse o governador da região do Sahel.

Uma fonte de segurança disse à AFP, que os jihadistas estavam fortemente armados em motos, e literalmente executaram os civis locais. Os homens deixaram quase 20 mortos, dentre eles 10 eram cristãos, disse a fonte.

Grupos jihadistas já mataram quase 800 pessoas em Burkina Faso e deslocaram mais 600.000 desde o início de 2015, quando a violência extremista começou a se espalhar pelo vizinho Mali.

O ataque ocorre logo após o massacre de 36 pessoas em vilas da província de Sanmatenga, no norte do país, em 20 de janeiro, levando o presidente Roch Marc Christian Kabore a declarar dois dias de luto nacional.

Localizado no coração da vasta região do Sahel, na margem sul do Saara, Burkina Faso é um dos países mais empobrecidos do mundo. Seu exército está mal equipado e mal treinado para lidar com a ameaça, embora nos últimos meses os comandantes afirmem ter matado cerca de 100 jihadistas.

Os ataques normalmente envolvem jihadistas velozes que chegam em motos, atacando vilas e mercados.

Existem 4.500 tropas francesas posicionadas na região, que agora são apoiadas por drones armados, além de uma força de 13.000 soldados da ONU no Mali.

Eles apoiam as forças do grupo antiterror “G5 Sahel” – Burkina Faso, Chade, Mali, Mauritânia e Níger.

No dia seguinte aos ataques em Sanmatenga, o parlamento de Burkina adotou por unanimidade uma lei que permitia o recrutamento de voluntários locais na luta contra os jihadistas.

Voluntários com mais de 18 anos receberão 14 dias de treinamento militar, após o que receberão armas leves e outros equipamentos de comunicação.

Espera-se que os recrutas conduzam vigilância e forneçam informações e proteção para suas comunidades no caso de um ataque enquanto aguardam o envio de forças de segurança, de acordo com o ministro da Defesa Cheriff Sy.

Segundo dados da ONU, os ataques jihadistas em Burkina Faso, Mali e Níger no ano passado mataram cerca de 4.000 vidas.