Mais de 260 milhões de cristãos são perseguidos no mundo

Por causa da perseguição em muitas partes do mundo, cristãos pagam com a morte ou prisão pelo “crime” de crer em Jesus.

Mais de 260 milhões de cristãos são perseguidos no mundo
Cristãos no Egito em protesto contra perseguição religiosa (Foto: Reprodução)

Segundo à lista do Portas Abertas divulgada nessa quarta-feira (15), mais de 260 milhões de cristãos são perseguidos no mundo por causa de sua fé. A lista usa dados de 50 países onde os cristãos são mais perseguidos.

E este ano, três novos países passaram a integrar a lista: Burkina Faso, Camarões e Níger. Essas informações estão na Lista Mundial da Perseguição do Portas Abertas, que classifica os 50 países mais violentos e hostis a quem professa sua fé em Cristo.

O levantamento foi formulado em mais de 60 países, entre os dias 1º de novembro de 2018 e 31 de outubro de 2019. Três pontos dividem a lista: Perseguição Extrema, Severa e Alta. Os dados foram respondidos por pesquisadores de campo, líderes religiosos e comunidades cristãs.

A Coreia do Norte encabeça a lista desde 2002. Assim, o país mantém cerca de 30% de cristãos presos por motivos religiosos e mais de 300 mil cristãos secretos. Acesse o infográfico que explica detalhadamente a metodologia da Lista Mundial da Perseguição 2020, para mais informações.

ASSASSINATOS EM MASSA

Cerca de 2.983 cristãos foram mortos por sua fé nos países pesquisados. No ano anterior, o número passou dos 4.300. Ao todo, 260 milhões de cristãos enfrentam hostilidade por professarem sua fé em Jesus.

Na Nigéria, a diminuição no número de cristãos mortos se deve ao fato de pastores de cabra fulani terem mudado de tática. Em vez invadir propriedades e comunidades cristãs, eles colocam ênfase em sequestros e assassinatos em massa.

NOVOS PAÍSES

Três países entram para o ranking dos que mais perseguem cristãos: Burkina Faso (28º), Camarões (48º) e Níger (50º).  leis internas, pressões física e psicológica, fechamento e depredação de igrejas, lojas e residências estão entre as formas de violência.

Em 2019, Burkina Faso no Oeste da África, ocupava 61º lugar e não fazia parte da Lista dos que mais perseguem cristãos no mundo. Nesse ano anterior, pastores protestantes e suas famílias foram mortos ou sequestrados por militantes islâmicos.

No Norte do país militantes radicais islâmicos mataram sumariamente cristãos de uma aldeia que usavam cruzes (em pingentes, anéis ou em suas casas). Além disso, Igrejas, escolas e ONG cristãs foram atacadas ou fecharam por medo. Ao menos 50 cristãos foram mortos por sua fé.

Camarões

A entrada de Camarões ao (48°) local, na Lista dos 50 países que mais perseguem cristãos no mundo, se deu pelo impacto de diferentes tipos de perseguição aos cristãos.

No extremo norte, a radicalização islâmica ameaça a vida de cristãos deslocados e as atividades da igreja são interrompidas. Mulheres convertidas do islã são coagidas a se casar com muçulmanos e também enfrentam o perigo de sequestro pelo Boko Haram.

O grupo terrorista intensificou seus ataques, infiltrações e recrutamento de militantes de grupos islâmicos radicais no país. Assim também, a crise de comunidades que falam o inglês, contra etnias que falam o francês tem tornado cristãos vulneráveis. O governo também recusou permitir alguns cristãos de atuarem no país. Outras religiões também perseguem cristãos porque veem o aumento no número de evangélicos como uma ameaça.

Níger 

Após anos fazendo parte só dos países observados pela Portas Abertas, o Níger volta à Lista Mundial da Perseguição. Um dos principais motivos é a violência orquestrada pelos muçulmanos radicais na região do Sahel. O país foi relativamente poupado por esses grupos e a igreja não foi o alvo principal.

No período de análise da Lista Mundial da Perseguição 2020, o país esteve sob uma série de ataques de militantes. Manifestantes também queimaram igrejas. Essa situação volátil, hostil e imprevisível do país coloca os cristãos em mais risco e vulnerabilidade.

Nos últimos anos, houve ataques de grupos armados como o Boko Haram, próximo à fronteira com a Nigéria. Pastores e líderes de igrejas de tais vilas são forçados a fugir para cidades maiores temendo por sua segurança. Em alguns casos, a pressão a convertidos ex-muçulmanos é particularmente clara, especialmente na vida privada, família e comunidade.