Bolsonaro pretende subsidiar conta de luz de grandes igrejas

A proposta visa beneficiar as denominações evangélicas

Bolsonaro estuda subsidiar conta de luz de grandes igrejas
Bolsonaro estuda subsidiar conta de luz de grandes igrejas

O presidente Jair Bolsonaro, pretende subsidiar a conta de luz de grandes igrejas e templos religiosos. O Ministério de Minas e Energia, confirmou que está estudando o assunto a pedido do presidente.

O presidente pediu uma minuta fosse elaborada e enviada ao Ministério da Economia, que por sua vez, resiste à ideia por contrariar propostas do ministro Paulo Guedes. A informação foi antecipada nesta sexta-feira pelo jornal O Estado de S. Paulo.

A proposta do governo é reduzir a conta de luz de grandes igrejas, basílicas e catedrais, que pagam tarifas mais caras no chamado horário de ponta, justamente quando a maioria das celebrações religiosas acontecem.

Maior estrutura da Igreja Universal do Reino de Deus, o Templo de Salomão, em São Paulo, celebra cultos diariamente de manhã, tarde e noite. As celebrações das segundas-feiras, às 18h30, e de terças a sextas, às 20h, se encaixam no horário mais caro.

O horário de ponta varia de acordo com cada distribuidora, mas geralmente costuma durar três horas seguidas, entre o fim da tarde e o início da noite nos dias de semana. Subsidiar, é o mesmo que; contribuir com subsídio para auxiliar, ajudar. Ou seja, ajudar as igrejas pagar o alto custo da energia.

A proposta visa beneficiar as denominações evangélicas

Apesar da proposta ser direcionada a todos os templos religiosos, o alvo principal da medida são os evangélicos, com uma bancada que é uma das principais bases de apoio ao governo Bolsonaro.

Em entrevista a VEJA, o bispo Robson Rodovalho, fundador da Sara Nossa Terra, defende que o presidente é “o primeiro a dar real importância às igrejas”, e que um subsídio desta natureza não havia sido discutido antes por “falta de vontade política”.

As igrejas sempre foram preteridas, por preconceito, que segundo Rodovalho, no caso da Sara Nossa Terra, conta que usa geradores próprios para os ares condicionados, além de lâmpadas LEDs automáticas. “São poucos os templos grandes e pessoalmente, acredito que o impacto na economia seria pequeno”, disse.

Segundo o diretor do Centro Brasileiro de Infra Estrutura (CBIE), Adriano Pires, o valor que os templos e igrejas deixarem de pagar teria de ser custeado por outros consumidores. “É preciso lembrar que a economia é um jogo de soma zero. Se um não paga, o outro paga por dois.

Pires, ainda questiona: E como o governo justificaria, por exemplo, que vai subsidiar energia das igrejas e não de escolas ou de hospitais?”, Disse.