Nove cristãos são mortos em ataque contra ônibus no Quênia

Nove cristãos são mortos em ataque contra ônibus no Quênia
Nove cristãos são mortos em ataque contra ônibus no Quênia

Pelome nos nove cristãos foram mortos nesta segunda-feira (9), durante um ataque contra um ônibus em que viajavam no nordeste do Quênia. As vítimas foram separados dos seus colegas muçulmanos e mortos por não terem recitado a Shahada Islâmica.

O ataque aconteceu quando eles passavam perto de Kotulo, no nordeste do Quênia. Um policial queniano, confirmou o ataque desta segunda-feira à organização cristã International Christian Concern (ICC), pedindo para não ser identificado.

O ônibus de passageiros pertencia à Medina Bus Company, que viajava de Wajir à Mandera, quando foi atacado por uma quadrilha criminosa por volta das 17h30 desta noite. O ataque aconteceu na área de Maadathe, a cinco quilômetros de Kotulo, disse um policial queniano.

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Segundo uma fonte confiável, os militantes separaram os passageiros em grupos, visando os não-locais. Nove dos passageiros do ônibus de Mandera que eram cristãos, se recusaram recitar a Shahada e foram mortos a tiros de curta distância, por militantes da Al-Shabaab.  

Ainda há dois passageiros desaparecidos que, acredita-se, também estão mortos.

O governador de Mandera, Ibrahim Ali Roba, amentou o ataque “Estou profundamente triste ao saber do hediondo ataque de ônibus perto de Kotulo, Wajir, onde 10 passageiros foram mortos.

Fui informado de que os suspeitos de ser combatentes da al-Shabaab separavam os não-residentes que se dirigiam a Nairóbi para Mandera. É extremamente triste e perturbador saber que, mais uma vez, eles segregaram os locais de não-locais antes de matar aqueles que acreditavam não serem de origem local. Disse o governador.

O ataque ocorre após oito cristãos trabalhadores da construção civil em Mandera escaparam ilesos, quando o grupo militante da Somália al-Shabaab, emboscou a van na estrada Elwak-Kotulo. É comum no nordeste do Quênia terroristas mirarem ônibus, separar passageiros por identidade religiosa e matar os cristãos.

Em 2018, outros dois cristãos, Fredrick Ngui Ngonde e Joshua Ooko Obila foram mortos de maneira semelhante por se recusarem a recitar o credo islâmico ao longo da estrada Garissa Masalani.

Em 2015, 148 estudantes da Universidade de Garissa foram mortos por homens armados depois que os estudantes muçulmanos foram libertados. No mesmo ano, um professor muçulmano, foi baleado por defender passageiros cristãos que estavam sendo separados por al-Shabaab para execução.

Em 2014, 28 professores que viajaram para Nairóbi no feriado de Natal também foram mortos depois de serem forçados a recitar a declaração de fé islâmica, imposta pelo grupo de terroristas.

Nathan Johnson, gerente regional da ICC para a África, comentou: “Oramos para que as famílias dos falecidos e que a paz chegue a uma região que viu uma crescente violência contra os cristãos que estão apenas tentando sobreviver.

Esperamos que o governo tome medidas efetivas para impedir o assassinato sem sentido de tantos cristãos no Quênia pelas mãos de extremistas islâmicos como al-Shabaab.

E também louvamos a Deus como refúgio e torre forte que Ele é para nossos irmãos e irmãs perseguidos em Cristo que continuam a suportar tanto. Disse Jhonson.