Mulher é demitida por postar que ‘homens não são mulheres’ no Twitter

Mulher é demitida por declarar que homens não são mulheres em rede social
Mulher é demitida por declarar que ‘homens não são mulheres’ em rede social

Um tribunal britânico decidiu nesta semana que uma mulher foi devidamente demitida de seu emprego depois de postar no Twitter, que “homens não são mulheres”. A britânica usou a rede social para se posicionar contra a ideologia de gênero.

A britânica Maya Forstater, 45, perdeu seu emprego no Centro de Desenvolvimento Global após uma série de tweets em 2018 e, posteriormente, registrou uma queixa em um tribunal de Justiça do Trabalho. A empresa Think tank, possui escritórios em Londres e Washington, DC, e optou por não renovar seu contrato.

Várias mensagens postadas por Forstater, criticavam possíveis mudanças na Lei Britânica de Reconhecimento de Gênero, incluindo uma que permitiria que as pessoas se identificassem com o gênero que escolherem.

Forstater argumentou que, mesmo que um homem biológico possua um “Certificado de Reconhecimento de Gênero” que o declare ser mulher, ele vai continua sendo um homem biológico.

O juiz da Justiça Trabalho no Reino Unido, James Tayler, em sua decisão no processo com cerca de 26 páginas, proferiu sentença contra réu, Forstater.

“A posição do reclamante é que, mesmo que uma mulher trans tenha um certificado de reconhecimento de gênero, ela não pode se descrever honestamente como mulher”, Essa crença não é digna de respeito em uma sociedade democrática. É incompatível com os direitos humanos de terceiros que foram identificados e definidos pelo [Tribunal Europeu de Direitos Humanos] e efetivados através da Lei de Reconhecimento de Gênero.” escreveu Tayler.

Segundo reportagem do Christian Headnews, Maya, em setembro de 2018 publicou na rede social: “Eu compartilho as preocupações das @fairplaywomen que expandem radicalmente a definição legal de ‘mulheres’ para que possa incluir homens e mulheres, o torna um conceito sem sentido e prejudica os direitos e proteções das mulheres por mulheres e meninas vulneráveis.

“Algumas pessoas trans fazem cirurgia plástica. Mas a maioria mantém seus órgãos genitais de nascimento. A igualdade e a segurança de todos devem ser protegidas, mas mulheres e meninas perdem privacidade, segurança e justiça se os homens poder entrar em vestiários, dormitórios, prisões, equipes esportivas.”

Mais tarde naquele mês, Maya Forstater, fez outra referência a uma mulher trans e twittou: “homens não são mulheres. Eu não acho que ser mulher é uma questão de identidade ou sentimentos femininos. É biologia.”

Enquanto isso, a autora de Harry Potter, JK Rowling, demostrou seu apoio dizendo que está do lado de Forstater, causando uma grande polêmica entre seus fãs.

Em sua conta no Twitter, Rowling escreveu: “Vista-se como quiser, chame-se do que gostar, durma com qualquer adulto que consinta e queira você. Viva sua melhor vida em paz e segurança.

Mas forçar mulheres a deixarem seus trabalhos por afirmarem que sexo é real?, escreveu ela na rede social do Twitter, seguidas pelas hashtags (#IStandWithMaya – Eu apoio a Maya) e #ThisIsNotaDrill – Isso não é uma brincadeira.