Cristãos e minorias na Indonésia serão protegidos por policiais no Natal

Natal, considerado um período de risco para os cristãos devido ataques extremistas islâmicos.

Cristãos e minorias na Indonésia serão protegidos por policiais no Natal
Cristãos e minorias na Indonésia serão protegidos por policiais no Natal

A Indonésia, lar da maior população muçulmana do mundo, anunciou que cristãos e outras minorias serão protegidos por 192.000 policias durante o Natal, considerado um período de risco para os cristãos devido ataques extremistas islâmicos.

As autoridades do arquipélago do sudeste asiático, onde os cristãos representam pelo menos 15% da população, estão postando policiais e pessoal da marinha em todo o país, incluindo as províncias predominante cristãs de Papua e Papua Ocidental, para garantir as celebrações realizadas durante o Natal.

A medida também vai se estender na véspera de Ano Novo, segundo à agência Barnabas Fund, este último é frequentemente mal interpretado em países não ocidentais como um festival cristão.

A força é maior do que os 167.000 funcionários destacados no ano passado. Um porta-voz da polícia disse: “Com base nos dados de inteligência, existem riscos em potencial, então estamos tomando medidas preventivas”. Ele acrescentou: “Cerca de 10.000 funcionários serão destacados apenas em Jacarta”.

Até uma geração atrás, muçulmanos e cristãos viviam pacificamente na ilha da Indonésia, mas desde os anos 80 o papel do Islã na vida pública aumentou dramaticamente.

Isso pode ser observado especialmente na província semi-autônoma de Aceh, onde as autoridades locais implementaram a lei sharia, e no caso de blasfêmia instaurado em 2017 contra o ex-governador cristão de Jacarta, Basuki Tjahaja Purnama, conhecido como “Ahok”.

Terroristas islâmicos atingiram a Indonésia em maio de 2018. Uma família de homens-bomba do EI atacou cultos matinais em três igrejas em Surabaya, na ilha de Java, matando 13 pessoas e ferindo mais de 40 outras.

Foi a atrocidade mais mortal desde a véspera de Natal de 2000, quando 19 pessoas foram mortas e mais de 100 ficaram feridas em uma onda de ataques coordenados a serviços religiosos em Jacarta, Bekasi, Medan, Sukabumi, Mojokerto, Bandung, Ilha Batam e Lombok.

Em novembro de 2019, as autoridades indonésias anunciaram que estavam reprimindo a ideologia islâmica de linha dura, incentivando os membros do público a denunciar conteúdo extremista postado online por funcionários públicos e tomando medidas para substituir os livros escolares considerados como contendo material radical.

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