Ataque com granada deixa 16 feridos em frente igreja nas Filipinas

Há suspeita do ataque ter sido um ato terrorista.

Ataque com granada deixa 16 feridos em frente igreja nas Filipinas
Ataque com granada deixa 16 feridos em frente igreja nas Filipinas

Um ataque com granada na noite do dia (24), contra os soldados que faziam segurança em frente uma igreja católica no sul das Filipinas, deixou 16 pessoas feridas na véspera de Natal. Há suspeita do ataque ter sido um ato terrorista.

Segundo o MindaNews, três homens andando de moto lançaram granadas contra membros das Forças Armadas das Filipinas que estavam de guarda em frente uma igreja e estação de rádio pertencente a Maria Imaculada em Cotabato, na ilha de Mindanao.

De acordo com as primeiras informações, pelo menos sete soldados e vários civis próximos a explosão foram feridos pela explosão.

O padre da paróquia Zaldy Robles disse que os fiéis da igreja se amontoaram na catedral ao ouvir a explosão e os tiroteios que se seguiram entre soldados e agressores. Um culto que marcado para as 18h30 foi cancelado.

É triste que esse tipo de violência esteja acontecendo enquanto celebramos o Natal sagrado, disse Robles à agência de notícias. “Não deixemos que o reino das trevas domine sobre nós.” Disse o pároco.

Ele acrescentou que foi uma sorte a granada não ter sido lançada diretamente no culto: em 2009, um ataque a bomba na mesma catedral em Cotabato matou cinco pessoas e feriu dezenas de outros.

Outro ataque em 22 de dezembro, seguido por duas explosões: uma por um IED na cidade de Libungan, província de Cotabato, onde mais seis ficaram feridas, a outra explosão em Upi, Maguindanao, onde duas pessoas foram feridas.

O porta-voz militar Major Homer Estolas insistiu que os guardas militares não cristãos, eram o alvo. “Ficou claro que os suspeitos atacaram os soldados primeiro”, disse ele. “Os civis ficaram feridos porque estavam lá.”

A prefeita de Cotabato, Cynthia Guiani-Sayadi, condenou os ataques de domingo como um ato de terrorismo. “Nós podemos nos abater diante de atos de terrorismo. Somos fortes o suficiente para lutar contra essas pessoas cuja missão é perturbar nossa paz, devemos estar unidos diante dessas adversidades.” Disse a prefeita.

Nenhum grupo terrorista reivindicou ataque no país predominante cristão, mas o porta-voz do Comando Ocidental de Mindanao, major Arvin Encinas, não descartou a possibilidade de grupos radicais islâmicos ligados a terroristas envolvidos no ataque.

“Não descartamos a possibilidade de grupos de combatentes islâmicos de Bangsamoro e grupos inspirados pelo ‘Daesh’ estarem por trás disso”, disse ele à agência.

Os radicais islâmicos de Bangsamoro, mantêm vínculos com extremistas do Estado Islâmico que opera no país da Ásia-Pacífico.

A região está sob lei marcial desde 2017, após uma série de ataques de supostos membros de grupos terroristas na área. Os atentados ocorrem pouco mais de uma semana antes da lei marcial ser levantada.

Em janeiro, extremistas islâmicos assumiram a responsabilidade por um ataque que matou 20 fiéis e soldados de uma igreja católica nas Filipinas. Duas bombas explodiram na Catedral de Nossa Senhora do Monte Carmelo, também conhecida como Catedral de Jolo, na região de Mindanao.

Em junho, o padre católico Richmond Nilo foi morto a tiros na capela da cidade de Saragoça, na província de Nueva Ecija, no altar onde ele se preparava para celebrar a missa.

Um mês depois, o pastor Ernesto Javier Estrella, da Igreja Unida de Cristo nas Filipinas, em Antipas, província de Cotabato, foi baleado e morto na ilha de Mindanao.

Após sua morte, o Fórum Episcopal Ecumênico condenou a “ideologia de morte” sob regime de governo e liderança de Duterte que eles disseram ter perpetrado assédio e assassinato de cristãos.

O número de ataques violentos contra defensores dos direitos humanos aumentou de forma alarmante nos três anos do governo do presidente Rodrigo Duterte, segundo informações do Morning Star News.

O Fórum Episcopal Ecumênico, emitiu um comunicado aos cristãos para falarem e se unirem na defesa da vida e dos direitos humanos.

“Vamos lutar contra o projeto sistemático de minar a participação e contribuições do povo da igreja na luta do povo por igualdade, dignidade e bem comum”, dizia o comunicado.

Agora é momento do evangelho para falar e se unir em nome de Cristo, na defesa do valor dado por Deus à vida, dignidade e direitos humanos.

Na justiça de Deus, nos tornemos a justiça que desejamos e exigimos pela morte do pastor Ernesto Javier Estrella, e por todos os cristãos martirizados por seu testemunho de nossa fé.

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