Perseguição contra cristãos aumenta no Sul e Leste Asiáticos, diz relatório

O relatório também revela que na perseguição no Oriente Médio

Perseguição contra cristãos aumenta no Sul e Leste Asiáticos, diz relatório
Perseguição aumenta no Sul e Leste Asiáticos, diz relatório

A perseguição aos cristãos piorou no Sul e no Leste Asiático, segundo relatório da entidade católica Ajuda à Igreja que Sofre (AED) publicado nesta terça-feira (26). O relatório também revela queda na perseguição no Oriente Médio

A entidade publicou neste relatório, intitulado “Perseguidos e esquecidos”, o panorama dos cristãos oprimidos por sua fé, no período de junho de 2017 a junho de 2019, graças às informações de cristãos no local, bem como de jornalistas que trabalham para a AED.

De acordo com o relatório a perseguição a cristãos no Sul e no Leste Asiático, se deteriorou para os cristãos, afirmou o diretor da AED, Benoît de Blanpré, durante coletiva de imprensa em Paris. Segundo ele, três tipos de ameaças pesam sobre os cristãos nessas regiões: “extremismo muçulmano, nacionalismo agressivo e regimes autoritários”.

O diretor Blanpré, também citou o assassinato de 22 fiéis nas Filipinas em janeiro de 2019, e o ataque no domingo de Páscoa, em três igrejas e hotéis no Sri Lanka deixando mais de 300 mortos, que foi reivindicados pelos terroristas jihadista (EI). Blanpré, também denunciou o “nacionalismo hindu na Índia“, que provocou mais de 1.000 ataques contra cristãos em dois anos.

O diretor apontou a Coreia do Norte como “o lugar mais perigoso do mundo para se viver uma vida cristã” e mencionou o caso de “100.000 cristãos birmaneses deslocados”. Por outro lado, a perseguição de cristãos nos principais países do Oriente Médio, como Síria e Iraque, diminuiu consideravelmente”, observa o relatório da AED, após a derrota do Estado Islâmico.

Sinais significativos de melhoria também são observados no Egito. No entanto, a emigração contínua, crises de segurança, pobreza extrema e lenta recuperação fazem com que seja muito tarde para algumas comunidades cristãs no Oriente Médio se recuperarem.

Já no Iraque, os cristãos que totalizavam 1,5 milhão antes de 2003, somam em 2019 “menos de 150.000”. Atualmente, na Síria, são menos de 500.000, contra 1,5 milhão em 2011.

O relatório também aborda a situação na África, citando a violência de grupos extremistas e conflitos regionais em países como Burkina Faso, Níger, Nigéria e República Centro-Africana, e afirma que a liberdade religiosa em todo o mundo está cada vez mais ameaçada.

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