Pastora diz que Igrejas contribui com a violência contra a mulher

As igrejas têm um papel extremamente relevante na superação da violência contra a mulher

Pastora diz que Igrejas contribui com a violência contra a mulher
Igrejas contribui na superação da violência contra a mulher, diz pastora (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

De acordo com a pastora luterana, secretária-geral do Conselho Nacional das Igrejas Cristãs (Conic), Romi Bencke, o elevado número de casos de violência contra a mulher no Brasil está ligado à ação de grupos fundamentalistas religiosos.

A gente tem percebido no Brasil uma campanha protagonizada por grupos fundamentalistas que impacta diretamente na vida das mulheres. Essa relação existe porque todo discurso fundamentalista é um discurso patriarcal, que desrespeita a vida das mulheres, a vida da população negra, a vida das pessoas LGBT, disse ela.

Ela citou um trecho do livro bíblico do Eclesiástico que, em sua avaliação, reforça o papel de submissão das mulheres e afirmou que as igrejas precisam atuar para que esse tipo de texto não seja interpretado hoje ao pé da letra.

As igrejas têm um papel extremamente relevante na superação da violência contra a mulher. Isso porque todos os pilares que sustentam o patriarcado foram construídos com base numa hermenêutica patriarcal da Bíblia. Então a violência contra a mulher tem uma base de argumentação teológica também, argumentou.

Integrante da Campanha Nacional de Enfrentamento aos Ciclos de Violência contra a Mulher, Daiane Zito Rosa destacou a importância da educação para a redução do problema:

Nós precisamos pensar a vida dos homens que cometem opressões e violências e também precisamos construir políticas públicas que não nos tornem também opressores. Não precisamos de mais cadeias, de mais punição, de uma nova forma de matar homens pretos. Precisamos de educação.

A representante da Conferência dos Religiosos do Brasil na audiência pública, Maria Luiza da Silva, relatou o trabalho desenvolvido pela entidade religiosa Um Grito pela Vida, que tem como bandeira de luta a erradicação do tráfico de pessoas. Segundo ela, as mulheres, sobretudo as negras, são as principais vítimas desse tipo de crime.

Não é demais enfatizar que a violência sofrida pelas mulheres favorece o tráfico de pessoas. É ululante o nível de violência contra as mulheres no Brasil. A crueldade dos agressores é inaceitável. A sociedade não pode aceitar essa cultura que desvaloriza a mulher e a coisifica, colocando-a em situação degradante e humilhante.

Por isso, é importante a constante realização de campanhas educativas. Quando uma mulher é agredida, violentada nos seus direitos, na sua dignidade, toda a sociedade também está sendo agredida. Ressalta.

O secretário nacional da Pastoral da Juventude, Davi Rodrigues da Silva, destacou o papel desempenhado pelos jovens católicos em várias lutas sociais ocorridas no país a partir da década de 1960. Desde 2017, segundo ele, a Pastoral da Juventude vem atuando no enfrentamento da violência contra mulheres.

A audiência foi presidida pelo senador Paulo Paim (PT-RS). No início da reunião, ele exibiu um cartaz da campanha 16 Dias de Ativismo contra a Violência de Gênero, da Organização das Nações Unidas (ONU) que ocorre anualmente entre 25 de novembro (Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres) e 10 de dezembro (Dia Internacional dos Direitos Humanos).

*Agência Senado

4 COMENTÁRIOS

  1. Esta pastora, primeiro, não representa o seguimento tradicional evangélico. Segundo, ela está totalmente desinformada. Dizer que a violência contra a mulher está ligada ao movimento de fundamentalistas religiosos é ser tendenciosa, pois, a violência à mulher por parte dos homens não está ligada a ensinos religiosos, tão pouco a Bíblia, como ela cita. Defender esta tese, é ser totalmente leiga a exegese e hermenêutica bíblica. Quando em atendimento nas delegacias das mulheres o que se mede é o caráter do agressor e não sua posição religiosa, pois, todos sabemos que as religiões cristãs doutrinam e combatem este tipo de violência. Portanto senhora pastora, seria mais prudente se ficasse calada e como cristã(sic) não provocasse repulsa ao cristianismo pelos os que não são. Deus lhe abençoe!

  2. Sem dúvida esta é mais uma sacerdotisa de Baal, generalizando para os dias de hoje o que era normal e recorrente para a época anti diluviana. A verdade é que a safadeza moderna condena alguns homens a serem escravos de um casamento que não se harmoniza com a palavra, o trabalho masculino e que quer obrigá-lo a dividir pacificamente a companheiro com sistemas internacionais face tamanho e excentricidade do gênito.
    É preciso que seja redefinidos racionando os termos: ” o desejo do marido será para sua esposa e o desejo de sua esposa será de seu marido’. esta é a base da reconcilia ação e não as verbalizações e escritos amaldiçoadas da legião LGBT, que são transformistas da trevas em direção à luz…..LUz=Palavra

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