Pastor salva criança que seria sacrificada por feiticeiro na África

Peter Sewakiryanga atua no combate de feiticeiros e resgatar crianças sequestradas para rituais de bruxaria.

Pastor salva criança que seria sacrificada por feiticeiro na África
Pastor salva criança que seria sacrificada por feiticeiro na África

O pastor Peter Sewakiryanga, líder de uma organização cristã que atua no combate de sacrifício de criança e tráfico de seres humanos em Uganda na África, ajudou autoridades de segurança a caçar um feiticeiro que matou um menino de 5 anos de idade.

O Ministério de Assistência à Criança de Kyampisi, fundado pelo pastor Peter Sewakiryanga, que salva crianças sequestradas, revelaram que o culpado foi preso durante uma operação intensiva realizada na noite da última sexta-feira (15), informaram ao portal UGN.

A vítima era o filho de uma mãe já havia que perdido dois de seus filhos pela prática do mal.

A primeira vítima era um garoto se chamava Wilson, 5 anos, morto sacrificada com a língua cortada, segundo afirmou a organização em comunicado.

O primeiro menino desapareceu em 26/09/2019. Nesse caso, a mãe perdeu o segundo e único filho restante também para o sacrifício de crianças , acrescentaram.

O Ministério de Assistência à Criança de Kyampisi observaram que eles tiveram 7 casos relacionados ao sacrifício de crianças em dois meses. “Continuaremos caçando outras pessoas amanhã (16 de novembro de 2019). Por favor, ore pela segurança de nossa equipe que conduz a operação”, disseram eles.

Relatórios mostraram que crianças e adultos em várias partes de Uganda são sequestrados por feiticeiros que os torturam e frequentemente os matam como parte de um sacrifício maligno espiritual.

Os feiticeiros mutilam as crianças e usam seu sangue, tecido ou órgãos em rituais de bruxaria que prometem trazer proteção, prosperidade e boa saúde aos clientes.

Combatendo essa prática terrível está o pastor Peter Sewakiryanga, um ex-contador, que começou a fazer campanha contra o sacrifício de crianças há cerca de uma década e administra o Ministério de Assistência à Criança Kyampisi.

Ele ajuda a reabilitar sobreviventes e aumentar a conscientização sobre a prática maligna, trabalhando com políticos, policiais, promotores e juízes para levar os infratores à justiça.

7 COMENTÁRIOS

  1. É extremamente conveniente para a reprodução e o reforço de um discurso racista, que um “pastor” negro africano supostamente “salve” crianças de um “ritual” de “feitiçaria” na África.

    Partindo do pressuposto que historicamente, as culturas africanas são tratadas pelo ocidente como expressões de primitivismo cultural e mais ainda, associados a um ser maligno cuja construção se deu fora de África, é interessante pensar que o neocolonialismo continua a todo vapor no continente. E mais conveniente ainda é esta “notícia” ser veiculada por um site “cristão”

    Senão vejamos: Em que momento histórico, surgiu na antropologia das sociedades africanas a figura do “feiticeiro”?

    A partir do momento em que as populações africanas foram invadidas por hordas de exércitos vindo da Eurásia e que desconheciam e não compreendam as relações dos africanos com sua ancestralidade.

    Não existia a palavra “religião” na África, porque esta tem origem no latim “religare”.

    A palavra “mandinga”, geralmente associada a bruxaria pelo ocidente, nada mais é que o nome de um grande grupo étnico do oeste da África, compreendendo diversas nações. Foi de lá por exemplo que saíram os reis Abu bakr II, Sundiata keita e Manda Kanku Musa. Os mandingas possuíam profundos conhecimentos sobre a cura de doenças através das ervas, algo desconhecido pelos euroasiaticos que os escravizaram.

    E este Cristo tão falado por protestantes, nada mais é que um homem preto, africano, hebreu cujo povo tem origem na região do antigo Punt, a Etiópia atual.

    Não por acaso a Bíblia fala o tempo inteiro de África, e povos pretos como os sabeis, egípcios, etíopes, caldeus, etc.

    Porém este livro passou a ter uma leitura eurocentrica a partir do momento em que foi controlado pela igreja católica, desde 300 d.C ano do concilio de Nicéia.

    “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” antigo provérbio africano.

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