Jovens dizem que a Igreja não tem respostas para suas perguntas

Jovens dizem que a Igreja não tem respostas às suas perguntas
Jovens dizem que a Igreja não tem respostas às suas perguntas

Uma nova pesquisa do Barna Group, mostra que quase metade dos jovens no mundo que têm uma conexão com o cristianismo, sentem que a Igreja não pode responder às suas perguntas.

A Barna, é uma empresa de pesquisa cristã da Califórnia, que fez parceria com a organização internacional humanitária “World Vision” para compilar o estudo “A geração conectada“.

O relatório da pesquisa publicado pela Barna, se baseia em uma pesquisa com 15.369 jovens adultos entre 18 e 35 anos, em 25 países diferentes e nove idiomas. Segundo informações do The Christian Post.

O estudo analisa os valores que a geração do milênio e os adultos da “Geração Z” estão trazendo para a vida adulta e como é a relação deles com a fé. A pesquisa visa equipar pastores e líderes da igreja para entender melhor os jovens de hoje.

Embora os jovens pareçam estar em sintonia com questões de pobreza e conflito em todo o mundo, o estudo indica que uma grande parte hoje, se mostram desconectados com a sociedade ao seu redor.

A pesquisa sugere que as igrejas estão lutando não apenas para responder às perguntas de muitos jovens de hoje, mas também lutando para levantar a próxima geração de líderes da igreja.

“Essa geração é muitas vezes mais parecida com outras pessoas em sua geração do que com os adultos mais velhos em seus próprios países”, disse o presidente da Barna, David Kinneman, durante um lançamento de webcast da pesquisa.

Eles são verdadeiramente uma geração conectada, através de telas e da tecnologia. Eles sentem que os eventos ao redor do mundo os estão afetando. Pense neste contraste: nunca vivemos em uma era mais conectada, mas eles também estão desconectados de várias maneiras com as pessoas ao seu redor. Diz Kinneman.

Setenta e sete por cento dos jovens, disseram que os eventos que acontecem em todo o mundo, são importantes para eles. Além disso, mais da metade sente uma conexão com pessoas em todo o mundo.

No entanto, apenas um terço (33%) diz que se sente profundamente o cuidado com os que os rodeiam.

Apenas um terço diz, que muitas vezes sente que alguém acredita neles. Isso me diz que dois em cada três jovens em todo o mundo, não sentiriam esse tipo de conexão pessoal, observou, Kinnaman.

Quase um quarto vinte três por cento, dos entrevistados afirmam encontrar sentimentos de solidão e isolamento.

Os EUA e a Austrália são os países com a maior porcentagem de solidão e isolamento, com 34% dos jovens entrevistados nessas duas nações ocidentais, relatou solidão e isolamento frequentes.

Por outro lado, os países com as menores porcentagens de solidão e isolamento entre os jovens, foram Indonésia (11%) e Quênia (12%).

A pesquisa mostra que quase dois em cada cinco (38%) dos jovens em todo o mundo, são pouco conectado com o mundo em sua volta. Enquanto isso, apenas cerca de um quarto (23%) dos jovens têm níveis “altos” de conectividade com o mundo ao seu redor.

Cinquenta e um por cento disseram participam de oração pelo menos uma vez no mês. No entanto, 58% dos entrevistados entre 18 e 29 anos, que cresceram com algum tipo de formação cristã, não se identificam mais como cristãos ou frequentam regularmente a igreja, mesmo que ainda se dizem ser cristãos.

Quase metade dos jovens que disseram que deixaram a igreja evangélica, relataram ter sido ativos em sua igreja durante a adolescência.

Quarenta e sete por cento dos entrevistados com alguma conexão com o cristianismo dizem que sentem que a Igreja “não pode responder suas perguntas” ou dúvidas espirituais.

Segundo o estudo, um em cada três jovens (32%) diz que hipocrisia de pessoas religiosas, os faz duvidar de coisas de dimensão espiritual. Quase metade dos jovens que deixaram o cristianismo veem a religião como hipócrita.

Enquanto isso, 31% dos entrevistados disseram que ciência também desafia sua disposição de acreditar.

Um quarto (28%) dos entrevistados disse que o sofrimento e os conflitos humanos em todo o mundo fazem com que tenham dúvidas.

É sempre a questão de por que Deus permite o sofrimento essa, é a maior objeção ao cristianismo. E não há uma resposta fácil, escreveu Nicky Gumbel, vigário da Holy Trinity Brompton Church em Londres.

Quarenta por cento dos jovens entrevistdos ​​disseram estar preocupados com decisões importantes, incertos sobre o futuro ou com medo de fracassar.

Apenas 22% dos entrevistados que relataram ter níveis de ansiedade, frequentam a igreja semanalmente. Segundo a pesquisa, os entrevistados mais ansiosos tinham duas vezes mais chances de dizer que costumavam frequentar a igreja.

Os entrevistados com maiores preocupações experimentam maiores dúvidas. É mais provável que outros observem que questões como hipocrisia, sofrimento humano, conflito global ou oração sem resposta, são barreiras à crença em uma dimensão espiritual. Diz o relatório.

A pesquisa constatou que apenas 13% dos entrevistados em todo o mundo que cresceram com uma formação cristã, podem ser rotulados como discípulos resilientes, hoje.

Um “discípulo resiliente” é alguém que frequenta a igreja regularmente, se envolve com a comunidade de fé além de apenas assistir aos cultos, confia firmemente na autoridade da Bíblia, está comprometido com Jesus pessoalmente e expressa um desejo de que sua fé afete suas ações.

Trinta e oito por cento dos entrevistados que cresceram em lar religioso, foram definidos por como, frequentadores de igrejas habituais, que não se enquadram na definição de “discípulo resiliente”.

Entre os entrevistados com formação cristã que vivem em países com um “clima liberal”, a pesquisa constatou que apenas 5% pode ser definido como “discípulo resiliente”.

Um quinto dos entrevistados que foram criados fora de uma tradição religiosa e 29% dos entrevistados se identificam como ateus, agnósticos ou simplesmente irreligiosos hoje.

Cerca de 13% dos jovens de 18 a 35 anos entrevistados se enquadram na categoria de “ex-cristãos” e tendem a viver em países com um clima pós-cristão ou secular.

Oitenta e nove por cento dos que abandonam a igreja, dizem que querem se distanciar da “política da Igreja”, e cerca de seis em cada 10, afirmam que a Igreja não faz diferença quando se trata de questões de justiça e pobreza.

A internet mudou o mundo porque o conhecimento está disponível para todos. Você não pode ser exposto ao sofrimento do mundo, escreveu Gumbel.

Por fim, a única resposta é Jesus. Temos que responder às perguntas deles, mas o mais importante é que eles querem saber o que estamos fazendo sobre essas questões.

Se a Igreja não estiver fazendo nada e não e não ter ações sociais como, pobreza, injustiça racial, mudança climática ou qualquer uma dessas questões, os jovens não fica interessados.

Setenta e quatro por cento, dos que não são mais cristãos disseram que o cristianismo atual está fora da realidade. Apenas 60% dos entrevistados disseram que o cristianismo atual, mostra amor pelas pessoas.

Mais da metade (57%) dos participantes da pesquisa, no entanto, disseram que sentem que a religião é boa para as pessoas e a sociedade.

Quando se trata de treinar jovens líderes na igreja, o relatório indica que um dos desafios que muitas igrejas estão enfrenta é que elas “carecem de canais, processos e modelos eficazes para formar jovens líderes”.

Com base nos dados dos EUA coletados ao longo de três décadas, as instituições em geral e as igrejas, em particular, estão apresenta dificuldades de identificar e preparar novos líderes, conclui, Kinnaman.

Apenas 9% dos jovens pesquisados ​​disseram que atuam como líderes em sua comunidade de fé.

Vinte e um por cento dos entrevistados que frequentam a igreja, disseram ter acesso ao treinamento de liderança por meio de sua igreja. E (26%) disseram que foram inspirados a serem líderes com base no exemplo de alguém de sua igreja.

Com os pastores na América estão envelhecendo, os dados abre uma lacuna entre as gerações, conclui, David Kinnaman.

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