Turistas cristãos podem ser presos na Arábia Saudita se exibir a Bíblia

Turistas cristãos podem ser presos na Arábia Saudita se exibir a Bíblia
Turistas cristãos podem ser presos na Arábia Saudita se exibir a Bíblia

A Arábia Saudita abriu suas portas aos turistas pela primeira vez com o lançamento de um visto eletrônico, mas os visitantes cristãos devem estar cientes de que exibir uma Bíblia em público ou levar mais de uma Bíblia ao país pode colocá-los em risco de prisão.

A medida de facilitar visto eletrônico, tem como objetivo abrir o turismo como parte de um programa de reforma econômica do príncipe Mohammed bin Salman, que visa reduzir o foco do reino no petróleo, no país Saudita.

Segundo o plano, a Arábia Saudita quer aumentar as visitas internacionais e domésticas para 100 milhões por ano até 2030. O governo espera criar um milhão de empregos em turismo.

Turistas não muçulmano que viajam para esses destinos, são solicitados que expliquem o objetivo de sua viagem ou que mostre evidências de um compromisso antes de poder embarcar em um voo para Arábia Saudita.

Os novos regulamentos, segundo a organização cristã Barnabas Fund, uma Bíblia pode ser trazida para o país, desde que seja apenas para uso pessoal. As Bíblias não devem ser exibidas em público e qualquer pessoa encontrada que traga um grande número de Bíblias, enfrentará penalidades severas.

Há também restrição quanto à vestimenta feminina. As mulheres turistas não muçulmanas, não serão obrigadas usar a Hijab que cobre o corpo, mas devem se vestirem com roupas decentes.

A Arábia Saudita segue uma estrita interpretação wahhabi do Islã, e é impossível para quem mora no país praticar abertamente o cristianismo. Existem centenas de milhares de cristãos de outras nações, como Filipinas, outras partes da Ásia ou países africanos que vivem e trabalham na Arábia Saudita.

Eles devem se reunir em casas particulares para adorar e correr o risco de assédio, prisão e deportação, se forem pegos fazendo isso. Os cidadãos sauditas que se convertem ao cristianismo correm o risco de ser executados pelo Estado por apostasia se sua conversão se tornar conhecida.

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