Mangueira vai levar Jesus para o carnaval carioca de 2020

Mangueira também quer um Jesus escarnecido no carnaval carioca

Mangueira também quer um Jesus escarnecido no carnaval carioca
Mangueira quer um Jesus escarnecido no carnaval carioca

A escola de samba carioca Mangueira, quer um “Jesus” negro na avenida no carnaval do Rio de Janeiro de 2020, e promete um “Jesus Cristo” mais polêmico do que aquele da paulista Gaviões da Fiel de 2019.

O carnaval do Rio de Janeiro, nem começou mas já esta causando polêmica, a tradicional escola de samba Mangueira, está apostando no seu enredo, um Jesus muito mais polêmico do que aquele que vimos na Gaviões, no carnaval de São Paulo.

Será um Jesus Cristo com, “Rosto negro, sangue índio, corpo de mulher – Moleque pelintra do Buraco Quente – Meu nome é Jesus da Gente”. A letra criada por Manu da Cuíca e Luiz Carlos Máximo mistura o cristianismo a religiões de matriz afro e condena os “profetas da intolerância”, segundo o portal Guia-me.

Em entrevista ao UOL, o carnavalesco Leandro Vieira disse que o desfile da Mangueira, atual campeã do Carnaval carioca, se coloca abertamente contra o conservadorismo que ganha espaço no Brasil.

“Desde 2018 percebia sintomas do avanço do pensamento conservador. O que tenho feito desde então é, através do Carnaval e da arte que eu produzo, mostrar opções contrárias ao conservadorismo”, disse Vieira à coluna de Chico Alves. “Em 2020, sigo combatendo o conservadorismo, a partir de uma figura que os conservadores levaram para sua trincheira: Jesus Cristo”.

O carnavalesco argumenta que os valores cristãos foram “deturpados” pela direita atual. “Discuto o sequestro da narrativa cristã, que tornou Jesus a figura principal da direita brasileira de hoje”, afirma. “Então, eu proponho uma narrativa de Jesus contra essa hegemonia que distorce os valores cristãos”.

Vieira também alegou que pretende alertar as comunidades do Rio de Janeiro sobre a hegemonia evangélica. “As comunidades cariocas vivem o avanço das igrejas evangélicas. Há uma perseguição a doutrinas religiosas de matriz afro. É preciso dar a essa gente nos botequins, nas rodas de conversa, uma perspectiva contra-hegemônica”, afirma.

As críticas com menções religiosas têm sido uma prática adotada pelo carnavalesco na Mangueira. Em 2017, Vieira trouxe o enredo “Só com a ajuda do santo” e criou o “tripé Cristo-Oxalá”, que acabou vetado para o desfile das campeãs devido um pedido da Arquidiocese do Rio de Janeiro.

Em 2018, Vieira criticou o corte de verba do Carnaval promovido pela Prefeitura do Rio de Janeiro. Com o enredo “Com dinheiro ou sem dinheiro eu brinco”, ele representou o prefeito Marcelo Crivella com um boneco de Judas carregando a placa “Pega no Ganzá”.

Em fim, teremos que aceitar e ver o Filho de Deus, ser mais uma vez escarnecido em uma festa de rua que não tem nada de religião, e muito menos o respeito religioso pela fé cristã de milhões.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui