Igrejas fechadas na Argélia vão continuar nas casas, diz pastor

Igrejas fechadas na Argélia vão continuar nas casas, diz pastor
Igrejas fechadas na Argélia vão continuar nas casas, diz pastor

O pastor Salah, da igreja Full Gospel em Tizi Ouzou, disse que a tristeza tomou conta do seu coração, quando ouviu que sua igreja também poderia ser fechada na Argélia, nessa quarta-feira, 16 de outubro, após diversas igrejas serem fechadas pelas autoridades.

A igreja do pastor Salah, atualmente conta com 700 membros, sendo uma das maiores do país. Juntamente com ela, outra congregação em Makouda e a Assembleia de Deus em Tizi Ouzou serão fechadas.

Desde janeiro de 2018, cerca de 15 igrejas já foram proibidas de se reunir em seus prédios, a maioria delas são afiliadas à Igreja Protestante da Argélia (EPA, da sigla em francês).

“Eu penso que esses fechamentos são ilegais, não estão de acordo com a nossa lei. Isso é a consequência do abuso de poder pelas autoridades locais”. Disse o pastor Salah, ao Portas Abertas.

De acordo com o líder cristão, as igrejas do país estão marcadas porque existem muitos muçulmanos se convertendo ao evangelho, e tem deixado as autoridades desconfortáveis. Porém, essas decisões arbitrárias não podem impedir que os cristãos se reúnam em casas e até no meio da natureza para a adoração.

Segundo Salah, essa tendência de fechamento das igrejas aponta um futuro difícil para os cristãos do maior país da África, já que até as igrejas domésticas começaram a ser proibidas pelas autoridades.

“Eu peço que as igrejas no mundo todo orem para que o Senhor esteja conosco durante essa dificuldade. Eu espero que vocês clamem como a oração em Atos 4. Também desejo que os cristãos ao redor do mundo peçam aos seus governos que convençam os governantes argelinos a pararem o que estão fazendo e respeitem os direitos fundamentais dos cristãos.”

Protestos em Bejaia

Semana passada aconteceram protestos na cidade de Bejaia contra os fechamentos das igrejas. A EPA lançou um pronunciamento sobre os fatos. Apenas nessa região, cinco igrejas afiliadas foram encerradas pelas autoridades.

Os cristãos de “Aït Melikèche Tazmalt” e outras seis cidades na região de Bejaia, estão impedidos de adorar livremente a Deus. Esse fato tem desprezado tanto a Constituição argelina quanto os direitos humanos.

A organização acrescenta que têm sido exaustivos os caminhos administrativos para afirmar esses direitos. As portas do diálogo foram, infelizmente, fechadas pelas autoridades, devido a injustificável recusa do governo de Bejaia, em conceder uma audiência para tratar a questão dos fechamentos dos locais de adoração.

A instituição, que reúne as igrejas protestantes no país, enfrenta dificuldades desde 2006 com a lei que obriga os lugares de adoração não muçulmanos a obter uma licença do governo.

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