Cristãos sírios recebem ajuda do exército após invasão turca

Cristãos sírios recebem ajuda do exército após invasão turca
Cristãos sírios recebem ajuda do exército após invasão turca

A chegada das tropas do exército sírio ao norte da Síria após a invasão turca, foi um alívio de ajuda para os cristãos sírios que vivem na região. Os locais já eram pontos de assistência de projetos da Portas Abertas, um colaborador de campo.

O suporte financeiro repassado às congregações locais era voltado para cobrir despesas das famílias com comida, higiene, assistência médica e preparação para a chegada do inverno. O presidente americano, Donald Trump, também anunciou uma ajuda de US$ 50 milhões para os cristãos sírios e minorias.

De acordo com o colaborador, a expectativa era de que haveria um grande deslocamento de civis nas áreas dos combates. E isso fez com que o apoio financeiro e as orações de cristãos de todo mundo fossem antecipadas.

“Creio que essas orações foram ouvidas; depois de alguns dias, a situação acalmou. Com a ajuda dos russos e um acordo entre o exército sírio e os curdos, as Forças Armadas da Síria entraram na região. Eles estão em Qamishli, Kobane e Hasakah. Com a chegada das tropas, a situação imediatamente se acalmou. As batalhas continuam, mas não nos locais onde os cristãos vivem”, explica *Aziz.

No início da crise, cerca de 90 famílias que se deslocaram de Hasakah foram ajudadas através da Portas Abertas.

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“Essa cidade é mais longe da fronteira turca e de onde os turcos querem estabelecer como zona de segurança na Síria. Em Hasakah nós trabalhamos por meio da Alliance Church e agora temos um acordo com a Igreja Ortodoxa Síria. Por agora, achamos improvável que a situação piore.”

Além de ajudar as 90 famílias, as igrejas têm assistido casos individuais. O cristão lembra que a situação está mais calma. “Aconteça o que acontecer, a necessidade existia antes da invasão turca, e continua existindo.”

A origem dos conflitos

O exército turco entrou no norte da Síria no dia 9 de outubro. O objetivo é criar uma “zona de segurança” de 30 km ao sul da fronteira entre Síria e Turquia. Ele lutou contra os combatentes curdos, que são considerados terroristas pelas autoridades da Turquia. Os grupos armados são vistos pelos turcos como uma ameaça à segurança do país.

Com a chegada das tropas turcas, os bombardeios pelo ar com a artilharia cessaram e deram uma relativa calma na área. Durante a guerra na Síria, que já acontece por oito anos e meio, os cursos controlavam o norte da Síria.

Na noite de 17 de outubro, os governos dos Estados Unidos e da Turquia declararam que as Forças Armadas turcas devem dar cinco dias de pausa na ofensiva para que as tropas lideradas pelos curdos se retirem da área prevista para ser zona de segurança almejada pelo governo turco.

 *Nome alterado por segurança

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