Coreia do Norte mantém cerca de 50 mil cristãos definhando nas prisões

Cristãos definhando em prisões na Coreia do Norte
Cristãos definhando em prisões na Coreia do Norte

No passo em que a Coreia do Norte comemora seus 71 anos de Comunismo, estima-se que cerca de 50 mil cristãos se encontram definhando em suas prisões, esquecidos pelo resto do mundo.

O ministério Portas Abertas, divulgou um relatório denunciando que mais de 50 mil cristãos estejam presos em locais desumanos, sofrendo abusos de direitos em nome do regime norte-coreano.

Estima-se que 200.000 pessoas estejam presas em uma rede de desfiladeiros e campos na Coreia do Norte. Entre eles, o Portas Abertas estima que 50.000 são prisioneiros cristãos; cerca de 75% não sobrevivem. Uma vez que os crentes são descobertos os cristãos são inaceitáveis ​​para o regime de Kim que exige lealdade total, suas famílias inteiras são enviadas para um campo de de concentração.

O Portas Abertas realizou na última quarta-feira um dia de oração pelo país, para que os cristãos possam ter a liberdade e sejam livres desse governo brutal e assassino.

Para mostrar a realidade de muitos cristãos que moram naquele país, o ministério compartilhou a história de John Cho que conseguiu escapar para a China, mas foi preso e repatriado, sendo preso aos 15 anos de idade em um desses campos de concentração.

Ele relata que em apenas uma cela, 50 pessoas eram abrigadas, o espaço era tão pequeno que eles se apoiavam um nas costas dos outros. “Recebemos uma pequena quantidade de sopa de macarrão para cada refeição – não precisava de colher nem garfo. Um guarda me disse: ‘Você pode entrar neste lugar por conta própria. Mas no caminho de volta, precisará de uma carona de alguém”, contou Cho.

“Na minha primeira noite, notei que o homem encostado nas minhas costas tossia muito. De manhã, ele foi encontrado morto. Tortura e insônia lhe causaram febre alta. Os guardas ordenaram que dois homens o arrastassem para fora – era como se ele fosse um animal morto. Naquele momento, pensei: ‘Vou morrer neste lugar”, acrescentou.

Cho, que mora hoje no Reino Unido, diz que seu coração ainda mora com seu povo na Coreia do Norte. A aldeia onde ele nasceu fica a cerca de 320 quilômetros do Campo de Concentração de Yodok (Kwan-li-so, nº 15).

O regime aprisiona as pessoas neste campo por “crimes políticos”, pois ser cristão no país é considerado um crime contra a nação. Mas a maioria das famílias desses prisioneiros não têm ideia de por que ou como eles acabaram nesta prisão – muitas vezes chamadas de “inferno na terra”.

Para a maioria das pessoas, as histórias dentro desses campos de prisão continuam sem ser contadas. Mas como esse período trágico da história na Coreia do Norte chegará ao fim?

Cho, que costuma compartilhar sua história de ter crescido na Coreia do Norte, diz que muitas pessoas fizeram essa pergunta a ele. Ele reflete sobre seu êxodo de sua terra natal para a China e para o Reino Unido.

“Ao longo do tempo, vi que existem fortes raízes cristãs em Pyongyang a capital da Coreia do Norte, e acredito que isso indica que haverá um tempo de reavivamento, como ocorreu na cidade em 1907. Mas os planos e a preparação estão nas mãos de Deus”, afirmou.

Cho nos traz de volta à história do Êxodo hebreu com Moisés e sobre como, com o poder de Deus, aquele homem levou os hebreus para fora das trevas da escravidão do Egito.

“O povo norte-coreano vive na opressão e na escuridão”, diz Cho. “Mas um dia Deus os levará à luz e à liberdade”.

*Nomes fictícios por razão de segurança

 

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