China está retirando órgãos de cristãos perseguidos, afirma novo relatório

China está retirando órgãos de cristãos perseguidos, afirma novo relatório
China está retirando órgãos de cristãos perseguidos, afirma novo relatório (Foto: protesto contra retirada de órgãos)

Em uma reunião com o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas na terça-feira, um membro do Tribunal da China testemunhou que o governo chinês está ativamente retirando órgãos de cristãos perseguidos no país.

Segundo o Christianheadlines, o Business Insider, uma organização independente sem fins lucrativos que está investigando a colheita em massa, alegou que o governo está retirando corações, rins, pulmões e pele de membros de grupos religiosos proibidos e perseguidos, incluindo muçulmanos uigur e membros do grupo religioso do Falun Gong.

“A extração forçada de órgãos de prisioneiros de consciência, incluindo as minorias religiosas perseguidas do Falun Gong e dos uigures, é cometida há anos em toda a China em uma escala significativa”, disse Hamid Sabi, advogado do Tribunal da China, perante a ONU.

Sabi implorou ao Conselho de Direitos Humanos na (ONU), que acabasse com a colheita forçada das pessoas marginalizadas, chamando-a de “uma das piores atrocidades em massa deste século”.

Ao apresentar suas conclusões do relatório final do Tribunal no mês de junho, Sabi também testemunhou que o grupo tem “provas além de uma dúvida razoável” da colheita.

De acordo com o relatório final, o grupo conseguiu coletar evidências de que milhares de pessoas foram “cortadas enquanto ainda estavam vivas para que seus rins, fígado, coração, pulmão, córnea e pele fossem removidos e transformados em mercadorias para venda”.

“Os médicos”, diz o relatório, “mataram aquelas pessoas inocentes simplesmente porque buscavam a veracidade, a compaixão e a tolerância e viveram vidas de exercício e meditação saudáveis ​​que eram vistos como perigosos para os interesses e objetivos do estado totalitário da República Popular da China.”

Em seu relatório, Sabi não disse quantos órgãos foram colhidos ou um número exato de pessoas que foram vítimas da colheita em massa. Ele, no entanto, enfatizou a gravidade dos crimes.

“Vítima por vítima e morte por morte, cortar os corações e outros órgãos de pessoas vivas, inocentes, inofensivas e pacíficas constitui uma das piores atrocidades em massa deste século”, afirmou Sabi. “O transplante de órgãos para salvar vidas é um triunfo científico e social, mas matar o doador é criminoso”, afirmou.

O advogado concluiu implorando à ONU que investigasse as conclusões do tribunal “não apenas em relação à possível acusação de genocídio, mas também em relação a crimes contra a humanidade”.

O governo chinês negou toda e qualquer participação no tráfico de órgãos.

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