Bolsonaro demite secretário defensor de imposto para igrejas

Bolsonaro demite secretário defensor de imposto para igrejas
Secretário da receita Marcos Cintra

O secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, defensor da criação de imposto para igrejas, foi demitido nesta quarta-feira (11), do governo Bolsonaro. Sua exoneração foi anunciada pelo Ministério da Economia, sob comando de Paulo Guedes.

Em abril, Marcos Cintra, desagradou boa parte da base aliada governista, quando disse que até mesmo igrejas pagariam o imposto. Bolsonaro desautorizou Cintra em seguida após sofrer pressão dos parlamentares da Bancada Evanegélica e de pastores evangélicos.

Em nota, o Ministério da Economia afirmou que o secretário pediu exoneração do cargo. Mas, segundo informações de assessores do ministro Paulo Guedes, a publicação no “Diário Oficial” vai registrar “exoneração” e não “exoneração a pedido”.

Na nota, o ministério afirmou que o projeto de reforma tributária do governo, no qual Cintra trabalhava, não está finalizado e somente será divulgado após aval do ministro Paulo Guedes e do presidente Jair Bolsonaro.

A saída do secretário foi anunciada um dia depois da divulgação pelo secretário-adjunto da Receita, Marcelo de Sousa Silva, de um imposto nos moldes da extinta Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira (CPMF).

A equipe econômica trabalha na formulação de um novo regime tributário para corrigir distorções, simplificar normas, reduzir custos, aliviar a carga tributária sobre as famílias e desonerar a folha de pagamento.

O secretário era defensor de um imposto sobre movimentações financeiras como ampla simplificação tributária. Cintra fez parte da equipe de transição e, antes disso, já colaborava com Guedes na elaboração do programa de governo de Bolsonaro.

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