Violência no Rio de Janeiro afasta fiéis das igrejas durante à noite

Violência no Rio de Janeiro afasta fiéis das igrejas durante à noite
Violência no Rio de Janeiro afasta fiéis das igrejas durante à noite

A violência no Rio de Janeiro tem afastado fiéis de igrejas evangélicas, de irem aos cultos e reuniões durante a noite, fiéis de outras religiões também reclamam da falta de segurança.

Igrejas evangélicas e católicas se tornaram alvos de assaltos, ganhando destaques nos notíciarios locais, o que tem sido um alerta para a comunidade religiosa carioca.

Segundo resportgem da Folha, fiéis de diferentes crenças expressaram o temor de irem as reuniões no preíodo noturno, o que tem levado as igrejas e templos de outras religiões, a mudar os horários de seus cultos ou reuniões.

“Algumas igrejas estão readequando seus horários por causa do ir e vir. Não é só o fato de o templo estar em lugar de risco. É a disposição das pessoas de estarem em trânsito domingo à noite, algo recorrente antes”, diz o pastor batista e cientista político Valdemar Figueredo Filho.

Até por uma questão de tradição, os cultos de domingos, ele lembra, “eram o evento mais concorrido anos atrás”. Não mais.

Há menos fiéis indo neles e a predisposição para diminuir, até mesmo eliminar, reuniões noturnas, um horário mais vulnerável.

Líder da Primeira Igreja Batista, na favela do Juramento, Dercinei Figueiredo decidiu: escureceu, já era. Desde março não realizam mais cultos dominicais à noite.

“As novas rotinas dos membros pesaram significativamente. E elas são pautadas pela violência real e pela expectativa de violência”, afirma.

Eles já tiveram de lidar com homens armados que invadiram o templo em busca de um ladrão que se escondera lá, sem que os integrantes da igreja soubessem.

Nem sempre “o uso da razão, da prudência”, prevalece, diz o pastor Valdemar. “Tem gente que espiritualiza a situação da violência, e aí o culto vira um pouco isso: estão ali na bravura, mencionando épocas em que amar a Deus tinha riscos. Uma visão totalmente distorcida, mais mágica do que teológica.”, conclui o pastor.