Pastor ex-gay diz que foi curado com ajuda de Deus e terapia

Fui curado graças a Deus, diz pastor ex-gay

Pastor ex-gay diz que foi curado com ajuda de Deus e terapia
Pastor ex-gay diz que foi curado com ajuda de Deus e terapia

O testemunho do pastor Robson Staines, ex-gay, hoje curado, com ajuda de Deus e terapia, contraria à decisão da ministra Cármen Lúcia, do STF, de suspender a cura gay, e também a opinião de psicólogos que atuam na area.

Robson Staines, 46, contou à Folha de São Paulo, que já se apaixonou por um homem. “Ele era gentil e amável. O oposto do pedófilo que abusou de mim.”

Hoje além de ser pastor, cantor, escritor e produtor de moda, ele se define como “ex-gay. Graças a Deus” – e à terapeuta que, ao contrário de vários psicólogos lhe recomendaram aceitar sua orientação sexual, compreendeu seu desejo de parar de desejar homens.

“Ela teve a sensibilidade de entender que entrei na homossexualidade não por ter nascido gay. Fui estuprado novo demais. Eu achava que era sujo para ter envolvimento com uma mulher depois que um homem tinha me tocado.”

Em 2015, Robson entrou no debate público sobre a possibilidade de um tratamento para que alguém deixe de ser gay, hipótese refutada pela maioria dos psicólogos.

Numa audiência na Câmara proposta pelo deputado Marco Feliciano (à época no Partido Social Cristão), ele afirmou que consultórios eram “uma fábrica de homossexuais”.

Robson afirma que, até os 11 anos, “era uma criança feliz”. Até ser estuprado por um vizinho que pulou o muro do quintal após sua mãe sair para trabalhar.

“Ele pôs a mão na minha boca falando para eu ficar quietinho ou me mataria. Me machucou tanto que perdi a voz.”

O pastor acreditava que o trauma o levou à “prática homossexual”. “Comecei a ficar totalmente afeminado. Isso começou a chamar a atenção das pessoas.”

Dos 13 aos 21, relacionou-se com homens. “Tive vários casos, me prostituí, me travesti. Eu me achava nojento para me envolver com alguma menina.”

Foi a fase das baladas. Bebia muito. Andava com calças de cintura baixa, bermudas coladas no corpo. “Vestido e saia, só quando me prostituía.”

Não entra em detalhes, mas conta que chegou a ter um namorado. “E me apaixonei, sim.”

Aos 20 anos, infeliz, tomou 40 comprimidos de Valium com cachaça. Queria morrer.

Robson diz que à tentativa de suicídio se seguiu o primeiro contato com uma igreja evangélica. “Com Deus e ajuda psicológica, estou totalmente livre da homossexualidade”, afirma.

A psicóloga cristã, Marisa Lobo, que o ajudou, diz que não se trata de “curar” gays. “O que podemos fazer é atender o sofrimento psíquico do paciente. Nós, psicólogos, temos o dever de dar ao sujeito o lugar da sua existência, sem promessas nem induções, claro.”

Lobo diz que é possível a mudança de sexualidade ocorrer durante a terapia. Seria alguém com “condição egodistônica, caracterizada por um indivíduo que deseja uma orientação sexual diferente por causa de transtornos psicológicos e comportamentais associados.”

O psicólogo Klecius Borges, que trabalha com gays na aceitação da sexualidade, lembra de uma resolução do Conselho Federal de Psicologia que proíbe a oferta de “serviços que contribuam para qualquer tipo de discriminação contra a diversidade sexual” e “qualquer prática que prometa curar ou alterar a orientação sexual do indivíduo”.

Se um paciente chega ao divã com essa ideia fixa, “o psicólogo deve explicar que não há nenhuma evidência científica de que se pode mudar a orientação sexual de uma pessoa”.

Segundo Borges, taxas de suicídio dobram entre homossexuais que passam por terapias.

“São dados internacionais obtidos por entidades que atuam no atendimento à população LGBT e que têm servido de base para decisões, nos EUA, Canadá e Grã-Bretanha, contra as terapias de reversão.”

Ele entende que muitos gays se vejam como uma aberração e queiram mudar, por se sentirem marginalizados. Boa parte desenvolve uma homofobia internalizada, afirma.

Robson não pensa assim. Para ele, “muitos gays vivem na sem-vergonhice mesmo”. Até a abstinência sexual seria mais aceitável, diz.

Hoje ele é marido de Paula, pai de Weslley, Isabella, Daniella e Gabriel, avô de Bellinda e, sobretudo, “um homem muito feliz, muito bem casado”.

1 COMENTÁRIO

  1. BOM, SOBRE O PASTOR EX GAY QUE FOI CURADO POR DEUS,SÓ NÃO VOU DIZER QUE FOI IDOLATRIA.
    QUANTO A ATIDUDE DO PRESIDENTE! SÓ DIGO QUE, DEUS DÁ E TIRA, DEUS DEU TODO PODER A UM
    CERTO EX PRESIDENTE E SEI QUE ONDE ELE SE ENCONTRA HOJE,NÃO PRECISARIA DE NENHUM PODER.

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