Siga-Nos

Notícias Cristãs

Justiça bloqueia R$ 5,4 milhões de pastora acusada de trabalho escravo

Publicado:

em

Justiça bloqueia R$ 5,4 milhões de pastora acusada de trabalho escravo

Justiça bloqueia R$ 5,4 milhões de pastora acusada de trabalho escravo

A Justiça do Trabalho bloqueou R$ 5,4 milhões da pastora Ana Vindoura Dias Luz e de outras quatro pessoas, acusados de manter fieis em condições de trabalho escravo, na Igreja Adventista Remanescente de Laodiceia, no Gama, região do Distrito Federal.

A pastora é acusada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) de manter mais de 200 fieis em condições análogas à escravidão, em uma chácara da Igreja e empresas ligada a intuição.

A decisão assinada pela juíza do trabalho Tamara Gil Kemp é cautelar, ou seja, foi tomada em regime de urgência para evitar prejuízos na possível demora para que a Justiça chegue a uma solução final. Cabe recurso.

A quantia deverá ser usada para o pagamento dos trabalhadores. Além de não receberem salário, os funcionários também eram obrigados a pagar a moradia e os alimentos que consumiam, apontou o MPT na ação.

O bloqueio também atingirá os bens de duas empresas ligadas à igreja, Folha de Palmeiras Comércio e Indústria de Alimento e Folha de Palmeiras Produtos Alimentícios foram incluídos no bloqueio.

“Numa primeira análise há nos autos provas das alegações do MPT, no sentir de haver de 200 a 300 trabalhadores submetidos a trabalhos forçados e a condições degradantes”, disse a magistrada na decisão.

O pedido do MPT foi feito pelas procuradoras Carolina Vieira Mercante e Dinamar Cely Hoffmann. Para elas, a restrição dos bens “é fundamental para garantir a reparação dos danos causados, além de salvaguardar direitos de natureza alimentar”.

Saiba mais:
Igreja é acusada de manter fiéis em trabalho escravo no DF

O bloqueio dos bens ocorreu uma semana após uma operação conjunta, envolvendo auditores fiscais do trabalho, o Ministério Público Federal, o Ministério Público do Trabalho, a Polícia Civil, o Conselho Tutelar e a Secretaria de Justiça do DF, que cumpriu mandados de busca e apreensão na sede da Igreja Adventista Remanescente de Laodiceia.

Os investigadores constataram que a pastora Ana Vindoura Dias Luz, de 64 anos, e outros obreiros “obrigavam as vítimas a trabalharem sem receber qualquer pagamento”.

Testemunhas contaram à polícia que os fiéis vendiam pães e livros na cidade e pagavam até R$ 10 por dia para morar no local.

Na ocasião, a sede da comunidade foi interditada. Os responsáveis pelo local foram notificados e tiveram de rescindir os contratos de trabalho.

Em dezembro do ano passado, uma jovem de 18 anos foi resgatada por policiais após ter sido mantida por quatro meses em cárcere privado na seita religiosa alvo da decisão da Justiça do Trabalho.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Vander Braga, a vítima era mantida no cativeiro por Ana Vindoura, líder da Igreja Adventista Remanescente de Laodiceia. Ela dizia que a jovem “estava endemoniada”.

O caso só foi descoberto porque a própria vítima conseguiu pedir ajuda a amigos. De acordo com as investigações, a jovem pegou o celular da pastora enquanto ela dormia e mandou mensagens de texto a dois ex-membros da comunidade.

A polícia informou que as denúncias contra integrantes da comunidade religiosa começaram a chegar em 2016, mas, por falta de provas, as investigações não foram para frente. Ainda segundo as autoridades, até 300 pessoas foram vítimas da seita. Fonte: G1

 

Advertisement
1 Comentário

1 Comentário

  1. JOSE EMERENCIANO

    16 de março de 2019 at 21:04

    ESSE NEGOCIO DE PASTORA NÃO EXISTE O SENHOR DISSE UNS FOI DADOS AOS PASTORES E OUTROS PARA DOUTORES E MESTRES.

Deixe uma resposta

Trending