Advogado entra na Justiça contra Gaviões após polêmica no carnaval

O advogado pede que a Gaviões da Fiel seja obrigada retratação pública à comunidade cristã

Advogado entra na Justiça contra Gaviões da Fiel
Advogado entra na Justiça contra Gaviões da Fiel

Advogado entra na justiça com uma acão judicial contra a Gaviões da Fiel, após a escola escarncer do maior símbolo da Fé cristã, na polêmica do desfile de carnaval deste ano em São Paulo.

O desfile da Gaviões encenou em sua comissão de frente o escárnio de “Jesus sendo derrotado por Satanás”, o que significou afrontar a fé da maior religião no mundo, o que deixou milhares de pessoas que professa a fé cristã revoltados e indignados.

A ação foi protocolada na 26ª Vara Cível da Capital de Paulista, pelo advogado Carlos Alexandre Klomfahs, pede-se para que a Gaviões, venha a público e se ‘retra-te’ com toda a comunicade cristã sobre o tema do enredo, que gerou muita polêmica nos últimos dias.

Na ação, o autor diz ter requerido à Gaviões que se ‘retratasse em 24 horas sobre o tema do enredo escolhido para sua Escola que apresentou a figura cristã de maior relevo ao cristianismo – Jesus Cristo – sendo vencido e humilhado por satanás em nítido desrespeito ao sentimento religioso do autor e de milhões de brasileiros cristãos’, mas não obteve resposta.

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O advogado pede que a Gaviões da Fiel seja obrigada judicialmente à ‘imediata retratação pública à comunidade cristã de todo Brasil, sob pena de multa diária de 30 mil reais’.

Em seu argumento, Klomfahs retoma um acórdão do STF de 2003 sobre a liberdade de expressão. Na ocasião, o Supremo decidiu sobre livros nazistas e crime de anti-semitismo.

O advogado cita trecho da decisão escrita pelo então ministro Maurício Corrêa, “Liberdade de expressão é uma garantia constitucional que não se tem como absoluta. Há limites morais e jurídicos. O direito à livre expressão não pode abrigar manifestações de conteúdo imoral que implicam ilicitude penal. As liberdades públicas não são incondicionais, por isso devem ser exercidas de maneira harmônica”.

De acordo com o advogado, ‘a imoralidade surge quando se utiliza de uma figura religiosa, seja Cristã, do Islã, quer Maria, quer Jesus, seja Buda ou Zoroastro, e desfigura-lhe de seu papel de vencedor do bem sobre o mal e impõe-lhe o estigma de perdedor, exaltando a vitória do mal sobre o bem.*Com informações Estadão

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