Polêmicas e Religião Criminalização da homofobia ou tentativa de calar os profetas de Deus?

Criminalização da homofobia ou tentativa de calar os profetas de Deus?

Criminalização da homofobia ou tentativa de calar os profetas de Deus
Criminalização da homofobia ou tentativa de calar os profetas de Deus?

A criminalização da homofobia foi um dos assuntos mas discutidos essa semana na esfera jurídica com julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO) 26, que para o pastor Joel Angel, essas ações são tentivas de calar os profetas de Deus.

“Porque sucedeu que, destruindo Jezabel os profetas do Senhor, Obadias tomou cem profetas, e de cinquenta em cinquenta os escondeu numa cova, e os sustentou com pão e água”. (1 Reis 18:4)

Com conhecimento de causa, o pastor Joel Engel, escreveu um artigo sobre o assunto alertando as igrejas e líderes religiosos. Leia na íntegra a matéria.

O Supremo Tribunal Federal deve julgar dentro de um “pacote de costumes”, uma Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO 26). Por si só, a ação acusa o Congresso de ter sido “omisso” por ter deixado de legislar sobre a criminalização da homofobia e transfobia. Porém, ela também pode levar à tipificação da homofobia como crime de “racismo”. Isso mesmo, você não leu errado: homofobia seria o mesmo que RACISMO.

Fato é que as indefinições, lacunas e incongruências nesta ação são tão evidentes que ela própria busca aprovar inconstitucionalidades, que ferem direitos básicos de qualquer cidadão, como a liberdade de expressão e a liberdade de crença. É por isso que desejo alertar neste momento a Igreja, os profetas de Deus.

Obviamente, não estou me opondo à criminalização da homofobia (no sentido real da palavra), estou me opondo à criminalização do que a militância LGBT considera homofobia.

Em uma definição clara e correta do termo, homofobia é ofender, discriminar, agredir – física ou verbalmente – ou até mesmo matar alguém, simplesmente por sua opção sexual. Obviamente que considero isso um crime e também um pecado. Porém, qualquer pessoa tem o direito de discordar da conduta de outra – seja em qualquer área da vida, como moral, profissional ou sexual. Tal discordância não vai impedir ninguém de continuar fazendo o que bem entende da própria vida.

É neste ponto que a lei proposta pela ação começa a se tornar inconstitucional, pois considera qualquer discurso contrário à aprovação da conduta homossexual ou transgênero como homofobia, e o mais absurdo, considerando esta postura contrária – que é um direito garantido pela nossa constituição – como um crime de racismo, o que por consequência também afirma que a homossexualidade ou transgenereidade é um caráter inerente ao ser humano, agregado pela genética ou algo assim. Então, além de inconstitucional, a lei vai contra a própria ciência.

Esta proposta é o retrato de uma geração que não sabe mais viver sem a aprovação pública, sem aplausos, sem a aceitação. Muito mais do que respeito, a militância LGBT busca sim o domínio social com essa lei.

Porém, o que vejo de mais grave em todo esse absurdo é que o objetivo maior da lei é nitidamente calar os profetas de Deus e dar voz aos profetas de Baal (1 Reis 18).

Isso já aconteceu há muitos séculos, quando a rainha Jezabel estabeleceu leis para calar os sacerdotes e até mesmo matá-los para acabar com os cultos a Deus e estabelecer oficialmente a adoração a Baal.

Não é por coincidência que vemos a história se repetindo e faço aqui este paralelo. A adoração a Baal se resume justamente em libertar todo tipo de depravação sexual, a anarquia e também proibir o culto a Deus.

A estratégia é antiga e quem está por trás deste projeto é a velha serpente, que vem agindo desde o Éden.

Convoco agora os profetas de Deus a agirem, se posicionarem contra ataque à liberdade de expressão e à nossa liberdade de crença. Não podemos deixar de fazer algo que sempre será papel da Igreja: alertar sobre o pecado e pregar sobre a graça que perdoa, a morte e ressurreição de Jesus Cristo que salva o pecador, assim como fez comigo e com você.

Se a Igreja não puder mais chamar o pecado de pecado, estará pregando um evangelho omisso, deficiente, longe da verdade das escrituras.

Enviem mensagens para os deputados e senadores eleitos. Exija que eles se mobilizem contra este ataque à nossa liberdade dada por Deus e conservada pela Constituição.

Por Joel Engel, pastor, líder do Ministério Engel, em Santa Maria (RS) e fundador do Projeto Daniel, que ajuda crianças órfãs em países da África.

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