Pastor disputa eleição presidencial em 2º turno na Costa Rica

Pastor disputa eleição presidencial em 2º turno na Costa Rica
Pastor disputa eleição presidencial em 2º turno na Costa Rica

O deputado e pastor conservador Fabricio Alvarado, foi o mais votado no primeiro turno da eleição presidencial da Costa Rica, mas terá que disputar o segundo turno com o candidato governista Carlos Alvarado.  Os dois devem enfrentar nova disputa em 1º 1 de abril.

É a terceira vez que os costarriquenhos elegem um presidente em segundo turno. Desta vez o voto se dividiu entre 13 candidatos após uma difícil campanha concentrada em casamento homossexual e corrupção. Os dois candidatos celebraram a passagem para o nova etapa eleitoral. O pastor repetiu sua mensagem concentrada em “família, princípios e valores”.

Os costa-riquenhos saíram para votar e a mensagem é clara: a Costa Rica não quer mais do mesmo, não deseja mais as campanhas políticas de sempre. Por isto me uno ao movimento que foi criado de unidade, valores, de inovação e verdadeiro progresso — disse Fabricio.

Seu rival, ex-ministro do Trabalho do atual governo, de 38 anos, afirmou que a próxima gestão deve ser um “governo de unidade nacional que abra o diálogo, que respeite as diferenças, que saiba transformar este país”. Carlos citou desafios nas áreas de economia, segurança e infraestrutura para o próximo governo, enquanto os simpatizantes gritavam “Carlos presidente”.

Os costarriquenhos também elegaram 57 membros do Congresso. Segundo os resultados, o Partido Liberação Nacional (PLN) conseguiu obter a maioria de assentos, com 17 vagas, seguido do Restauração Nacional, com 14 cadeiras. Já o partido governista Ação Cidadã (PAC) ficou com dez assentos.

AUGE DO CONSERVADORISMO

Fabricio Alvarado, eleito em 2014 como único deputado do Restauração Nacional, se une a outros legisladores evangélicos em uma frente comum no Congresso, que se opõe à agenda progressista do presidente Luis Guillermo Solís em temas como diversidade sexual, aborto e fertilização artificial. Seu plano de governo inclui medidas de austeridade no gasto público, fim da corrupção e criação de empregos com investimento estrangeiro.

No entanto, ele não detalhou precisamente ações econômicas concretas. Ainda que seu programa eleitoral reconheça a necessidade urgente de uma reforma fiscal para fortalecer as contas públicas cada vez mais debilitadas, o candidato assegurou em várias entrevistas durante a campanha que não vai elevar impostos, um tema amplamente rejeitado pelo povo costarriquenho.

O auge dos conservadores no país também impulsionou Carlos Alvarado, aliado próximo de Solís, que foi recuperando espaço apesar do desencanto de suas bases diante de casos de corrupção que emergiram no Poder Executivo.

CASAMENTO GAY DIVIDIU DEBATE ELEITORAL

O deputado evangélico, que em dezembro estava com 3% nas pesquisas de intenção de voto, disparou no fim da campanha por sua postura contrária ao casamento gay após uma declaração realizada em 9 de janeiro pela Corte Interamericana de Direitos Humanos (CorteIDH) a favor da união homossexual. O analista político independente Jorge Vega explicou que o deputado conseguiu capitalizar este voto porque “não é um conservador de pose, é um homem da igreja evangélica”:

Sem dúvidas, a religião impulsionou Fabricio Alvarado e isto se acentuou com veemência a partir da resolução da corte (interamericana) — disse ele.

A insegurança também motiva a intenção de voto dos costarriquenhos diante de um drástico aumento no número de homicídios, que em 2017 alcançou 12,1 a cada 100 ml habitantes — o mais alto da História do país.

O empresário Antonio Álverez Desanti, do PLN, chegou a ocupar o segundo lugar do primeiro turno, mas perdeu espaço para Carlos Alvarado e terminou com 18,9% dos votos. Ele reconheceu sua derrota:

A democracia o colocou (Carlos Alvarado) neste segundo turno — disse Desanti em um discurso diante de seus partidários. — O povo tomou uma decisão que não nos é favorável e devemos respeitá-la.

Fonte O Globo

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