PM faz oração para homem esfaqueado “Ele estava desistindo da vida”

Como cristão, na hora comecei a oração. Pedi a Deus que o ferimento não tirasse a vida dele. Acredito que fui usado como instrumento do Pai"

PM faz oração para homem esfaqueado
PM faz oração para homem esfaqueado

Um policial militar ficou conhecido após socorrer um homem esfaqueado e fazer uma oração pela vida dele em Palmares, na Mata Sul de Pernambuco, afirmou não ter noção da proporção que o vídeo tomou.

Ao G1, o soldado contou que no momento do chamado foi informado que a vítima estaria morta.

“Quando fui para ocorrência me disseram que a vítima estava sem vida. Quando cheguei, com mais dois policias, percebi que o homem mexeu o braço, que estava vivo. Coloquei a luva e fui tentar estancar o sangue para evitar o óbito. Estava com o mínimo de material e pedi pano a todo mundo, ele estava perdendo muito sangue”, disse o policial militar Péricles da Silva Albuquerque, de 37 anos.

“Eu até agora estou sem saber o que dizer. Não sabia que estava sendo filmado”, falou o policial.

Na Polícia Militar de Pernambuco há quase 9 anos, o “SD Péricles” é lotado no 10º Batalhão, em Palmares. Ele explicou porque fez a oração enquanto o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

“Ele estava desistindo da vida. Quando estava perdendo a consciência, ele olhou pra mim, disse que estava indo embora e pediu para orar por ele. Foi quando senti que ele não queria mais lutar pela vida. Como cristão, na hora comecei a oração. Pedi a Deus que o ferimento não tirasse a vida dele. Acredito que fui usado como instrumento do Pai”, pontuou Péricles.

A vítima socorrida pelo policial foi levada para o hospital Regional de Palmares, passou por cirurgia e não corre risco de morrer. O PM afirmou que ainda não viu o homem após a ocorrência. “Recebi a foto dele e descobri que está se recuperando. Ainda não fui visitá-lo. A família dele me procurou, me agradeceu, mas ainda não tive oportunidade de reencontrá-lo”.

“As pessoas sempre acham que a PM age com truculência, não quer saber da vítima, age com despreparo. Mas não é assim, nós chegamos para ajudar”, finaliza o policial militar.

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