Pastor Silas Malafaia depõe na PF por suspeita de corrupção

Pastor Silas Malafaia é levado para prestar depoimento, na Polícia Federal sobre esquema de corrupção.

Pastor Silas Malafaia depõe na PF por suspeita de corrupçãoO pastor Silas Malafaia, foi intimado para depor na Polícia Federal na manhã desta sexta-feira, 16 de dezembro. Ele é investigado em um esquema de corrupção em cobranças judiciais de royalties da exploração mineral, e embora envolvido, a PF não o considera um dos alvos principais da ação.

Foram levadas para prestar esclarecimentos 29 pessoas, entre elas o pastor Silas Malafaia. De acordo com a Polícia Federal, ele recebeu um cheque de R$ 100 mil de um dos escritórios investigados e depositou numa conta pessoal.

Entrevistado por jornalistas, Malafaia se defendeu e argumentou; “Como é que que um juiz, essa é a única coisa, faz uma condução coercitiva? Não sou bandido, não estou envolvido com corrupção, não sou ladrão, estou indignado, que estado de direito é esse? Sabe o que que é isso? Há uns dez dias atrás, eu falei que eu sou a favor de uma Justiça independente, forte, mas não absoluta. Retaliação? É isso? Quer dizer que um pastor ou um padre recebe uma oferta depositada em conta de um traficante, quer dizer que o pastor ou o padre é traficante? Onde é que nós vamos parar? Por que o juiz não mandou uma intimação:

‘Pastor, vem aqui prestar declaração’? É uma tentativa de me denegrir porque tem interesses por trás, porque me posiciono, porque me coloco, isso é uma safadeza, uma molecagem. Estou desafiando a provar que estou envolvido com esses canalhas. Meta eles na cadeia, sou a favor da Lava Jato, sou a favor de uma Justiça forte, mas não para isso”, disse Malafaia.

A Operação Timóteo – uma referência ao livro bíblico do Novo Testamento – foi iniciada, simultaneamente, em 11 estados e no Distrito Federal, para investigar o diretor do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), Marco Antônio Valadares Moreira, e sua esposa, que é sócia de uma das empresas de consultoria que é alvo da operação. 300 policiais foram mobilizados para se desclocarem a 52 endereços diferentes.

Com ordem da Justiça Federal, além de buscas, os policiais cumpriram 29 conduções coercitivas, quatro mandados de prisão preventiva, 12 mandados de prisão temporária, sequestro de três imóveis e bloqueio judicial de valores depositados que chegam a R$ 70 milhões.

De acordo com informações do jornal O Globo, o grupo fraudava os valores de royalties de mineração devidos por mineradoras a municípios. Uma das empresas prejudicadas com a ação é a companhia Vale.

Segundo as investigações, além da Vale, outras empresas sediadas em Minas Gerais e Pará fazem parte do escopo de corrupção. O telejornal Bom Dia Brasil informou que o fio de novelo que desencadeou a operação foi o crescimento patrimonial de R$ 7 milhões do casal Valadares Moreira. A Operação Timóteo investiga também o filho do governador Simão Jatene (PSDB), do Pará, Alberto Jatene.

O nome da operação é uma referência à passagem bíblica de Timóteo 1:6: “Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição”.(*Informações: Gospel+ / Jornal Nacional)

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