Marco Feliciano comenta sobre reunião de líderes partidários que cuidará do seu caso na Câmara

Marco Feliciano comenta sobre reunião de líderes partidários que cuidará do seu caso na Câmara
Marco Feliciano comenta sobre reunião de líderes partidários que cuidará do seu caso na Câmara

Marco Feliciano comenta sobre reunião de líderes partidários que cuidará do seu caso na Câmara.O Pastor e deputado Marco Feliciano (PSC-SP) comentou sobre o encontro  de líderes partidários na Câmara que tratará do seu caso que estava marcado para ontem, segunda-feira (01) e ficou para a semana que vem e demonstrou ceticismo sobre a reunião.

Feliciano afirmou: “Eu não recebi o convite ainda. Estou estudando se eu vou atender. Regimentalmente, não tem o que ser feito. Eu não sei o que faria nesse colégio de líderes. Ir ali para ser oprimido e achincalhado por um grupo de pessoas que, na verdade, deveria defender o Parlamento -e não abrir um precedente como está sendo feito. Acho muito perigoso”.

Em uma entrevista ao Poder e Política, um programa da Folha e do UOL, o deputado falou de maneira franca sobre suas convicções como pastor, sua outra atividade além da política. Ao dizer mais uma vez que não vai renunciar ao cargo de presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, comparou-se ao atual presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN).

Além disso Feliciano afirmou estar insatisfeito com o tratamento recebido do governo da presidente Dilma Rousseff. Coloca em dúvida um alinhamento automático que evangélicos poderiam ter com o projeto de reeleição da petista. “O PT pegou um grupo de deputados e veio contra mim”, diz o deputado que apoiou Dilma em 2010.

Sua maior decepção  é com a ministra da Casa Civil, Glesi Hoffman, que não o ajudou a ter audiência com Dilma Rousseff ou com o ministro da Secretaria-Geral, Gilberto Carvalho, para tratar do impasse na comissão de Direitos Humanos.

Neste mês, Feliciano diz esperar o apoio de 24 mil pastores que estarão em Brasília para um congresso da Assembleia de Deus. O deputado aguarda também outras manifestações a seu favor.

Conservador nos costumes, Feliciano explicou a maioria das suas opiniões que vêm sendo alvo de críticas. Negou ser racista ou homofóbico. Disse que ele e o papa Francisco, da Igreja Católica, são perseguidos pelos simpatizantes da causa LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros).

É contra o aborto, entre outras razões, por ter presenciado a prática quando era jovem. Sua mãe chegou a manter uma casa clandestina de abortos. O deputado também falou sobre o fato de não ser bem interpretado, que o Brasil vive uma ditadura gay e que é contra a manifestações públicas de carinho entre gays e acredita que os próprios homossexuais saberiam que se trata de algo inconveniente.

“Você viu algum artista masculino dar algum beijo na boca de outro artista masculino? Não tem. Por quê? Porque eles sabem que isso vai chocar a população. Porque um beijo feminino talvez choque menos”.

Na política, diz admirar os colegas deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Chico Alencar (PSOL-RJ), além de Ulysses Guimarães (1916-1992).

Cantor de músicas religiosas, Feliciano diz alisar o cabelo e fazer a sobrancelha. “Pecado é quando a tua vaidade te põe acima de Deus”, diz.

Fonte: folha.uol.com.br


 

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