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Igreja Fantasma é denunciado pelo Ministério Público de São Paulo por crimes financeiros

Igreja Fantasma é denunciado pelo Ministério Público de São Paulo por crimes financeiros

Igreja Fantasma é denunciado pelo Ministério Público de São Paulo por crimes financeiros
Igreja Fantasma é denunciado pelo Ministério Público de São Paulo por crimes financeiros

Igreja Fantasma é denunciado pelo Ministério Público de São Paulo por crimes financeiros contra o sistema financeiro nacional, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, evasão de divisas e falsidade ideológica.

O grupo se utilizou de uma igreja fantasma – com registro oficial, mas sem templo nem fiéis – por meio da qual movimentou R$ 400 milhões. A Polícia Federal apurou que 687 pessoas, em diversas localidades e sem nenhuma renda declarada, receberam recursos da “igreja”.

Para a procuradora da República Karen Louise Jeanette Kahn, autora da denúncia, as provas recolhidas durante a Operação Lava Rápido, da Polícia Federal, mostraram que os acusados operavam um verdadeiro “nascedouro de empresas de fachada”, utilizadas para a prática de vários crimes.

A investigação teve início quando a Receita identificou fatos ocorridos entre 2008 e 2011 – um complexo esquema de atividades ilícitas comandado por uma organização criminosa que contava com a participação de servidores públicos estaduais.

O Conselho de Atividades Financeiras (Coaf) também mapeou empresas de fachada utilizadas pelo grupo. Essas empresas enviavam valores para os Estados Unidos, à margem dos sistemas oficiais e de controle e monitoramento.

Foram denunciados à Justiça Federal um empresário, um economista e um contador. Um denunciado era o responsável pela “igreja de papel”, que entre 2005 e 2009 movimentou R$ 400 milhões. No local indicado como endereço da igreja funcionava uma academia de ginástica. A falsa organização religiosa era comandada por laranjas que nem sequer sabiam de sua existência. O responsável pela “igreja” também cuidava de outras nove empresas, que movimentaram recursos superiores a R$ 500 milhões.

As empresas funcionavam como “verdadeiro bureau de serviços” para a efetivação dos crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro de atividades supostamente ilícitas de clientes. como empresas de comercio exterior, construção civil, do setor esportivo, representantes de falsas associações e do setor agropecuário.

Durante a investigação, apurou-se que falsas associações eram utilizadas para aplicar golpes de estelionato, como a Associação Nacional da Industria e Comércio e a Associação Comercial e Industrial do Estado de São Paulo. Tais associações emitiam boletos cobrando anuidades e se utilizavam da conta da falsa organização religiosa para movimentarem dinheiro, segundo a denúncia da Procuradoria da República.

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