Jovens detidas por beijo gay pedem indenização de R$ 2 milhões a Marco Feliciano

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Jovens detidas por beijo gay pedem indenização de R$ 2 milhões a Marco Feliciano
Jovens detidas por beijo gay pedem indenização de R$ 2 milhões a Marco Feliciano

As duas jovens que se beijaram durante uma pregação do deputado e pastor Marco Feliciano, e foram detidas, entraram com uma ação na Justiça de São Paulo contra o parlamentar. Elas pedem uma indenização de R$ 2 milhões por danos morais, segundo o portal a Tarde UOL.

Na ocasião, Feliciano mandou prender as duas estudantes após o beijo, durante culto em São Sebastião, no litoral paulista. “Essas duas precisam sair daqui algemadas”, disse Feliciano, sob aplausos dos evangélicos, que assistiam à cena por meio de dois telões instalados no local.

Saiba mais: Pastor Marco Feliciano manda prender duas jovens que se beijam durante pregação em evento gospel

Joana Palhares, de 18 anos, e Yunka Mihura, de 20, foram detidas, algemadas por agentes da Guarda Civil Municipal

Pastor Marco Feliciano manda prender duas jovens que se beijam durante pregação em evento gospel
Pastor Marco Feliciano manda prender duas jovens que se beijam durante pregação em evento gospel

e levadas ao 1º Distrito Policial de São Sebastião. O beijo, segundo elas, era uma forma de protesto contra a homofobia.

A assessoria de imprensa afirmou que o deputado já foi informado sobre o processo e está tranquilo. “Elas alegaram homofobia, mas isso não existe nem na Constituição e nem no Código Penal. Elas estavam seminuas montadas nas costas de dois rapazes, foi ridículo. Elas estão fazendo o Judiciário perder tempo. Estamos tranquilos, serenos. A ação carece de fundamento. É mais um absurdo”, disse o chefe de gabinete do deputado, Talma Bauer.

Na época, Joana afirmou ter sido agredida. “Eles (guardas) me jogaram na grade e depois nos levaram para debaixo do palco, onde fui agredida por três guardas. E ainda levei dois tapas na cara”, disse Joana. Yunka disse não ter apanhado. “Me senti impotente enquanto a Joana apanhava e eu não podia fazer nada”. Ela reclamou que o mesmo não foi feito com casais heterossexuais que se beijaram durante a pregação.

Depois que elas foram levadas pela polícia, o deputado comparou as estudantes a um “cachorrinho”. “Ignorem, ignorem. Cachorrinho que está latindo é assim, você ignorou, ele para de latir”, disse aos fiéis.

Na delegacia, Joana passou por exame de corpo delito. Ela tinha hematomas nos braços e pernas. O advogado das estudantes, Daniel Galani, disse que vai formalizar denúncia contra Feliciano. “Foi uma afronta gravíssima aos direitos humanos e ao direito à livre expressão.” As estudantes fizeram boletim de ocorrência contra os guardas.

Informações: Tarde UOL

5 COMENTÁRIOS

  1. Deus Tem um funcionario chamado Tempo. Aids, Cancer e outras doenças algumas vezes sao respostas a quem desacata às Leis do Todo PODEROSO. A Igreja é um tempo Santo. Essas assinaram a sua propria sentenca. Que Deus proteja o Pastor Marcos Feliciano.

    • Pensamento retrógrado e preconceituoso… Aids, câncer… não escolhem sexo.
      Se um dia alguém da sua família, amigo, ou até mesmo vc tiver câncer… diga isso a ele, ou a você mesma, que esse câncer que você tem é um castigo do senhor!

  2. Se elas querem indenizacao vao atras da guarda municipal que as agrediram, e mais por que as duas nao foram se beijar em um templo islamico em protesto a homofobia…cambada de oportunistas…isso eh Brasil

    • Islamico?! como assim?
      kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
      Bom… como o templo seja lá de qual religião for, ele passa a ser um local publico, até onde nossa lei diz…. e a nossa lei também não proíbe nenhum tipo de manifestação de carinho em lugares públicos. Quanto ao processo, elas estão certas, pois o próprio pastor disse “Elas tem que sair daqui algemadas”, nenhuma autoridade nesse país pode fazer isso. Ele foi o foco da agitação , a policia apenas acatou as ordens de uma pessoa sem poder pra isso, alias ninguém poderia ter feito isso.

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