Pastor e família são expulsos por guerrilheiros de aldeia na Colômbia

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Pastor e família são expulsos por guerrilheiros de aldeia na Colômbia
Pastor e família são expulsos por guerrilheiros de aldeia na Colômbia

Os guerrilheiros do Exército de Libertação Nacional (ELN) expulsaram do departamento de Arauca o pastor Jaime Hurtado* (59), sua esposa Marina Lopez* (43), e o irmão Antonio Guarin* (39), um dos líderes do Return of Christ Church na aldeia localizada na cidade de Fortul.

De acordo com um colaborador da Portas Abertas na região, a expulsão aconteceu no dia 13 de novembro. Poucos dias antes do ocorrido, o irmão Antonio tinha ido visitar a igreja do pastor Jaime em uma aldeia vizinha. Lá ele encontrou um grupo de guerrilheiros. Nesta região, é comum os rebeldes visitarem os habitantes dos povoados, a fim de manter a pressão e lembrá-los da autoridade da guerrilha. O pastor Jaime por vezes tentou evangelizar os guerrilheiros, mas eles se recusaram a ouvi-lo.

Depois destes acontecimentos, o novo comandante regional da guerrilha, disse ao pastor Jaime e ao irmão Antonio: “Vocês têm cinco dias para abandonar a região por ter desobedecido à ordem para não pregar o Evangelho nas áreas rurais”.

Buscando ajuda, o pastor telefonou para um colaborador da Portas Abertas que havia sido líder guerrilheiro antes de se tornar cristão. O colaborador tentou convencer o comandante de guerrilha a deixar o pastor Jaime continuar a sua atividade pastoral, porém o comandante recusou o pedido.

O comandante explicou que havia um novo mandato para os cristãos da região. O mandato diz que os cristãos que moram há menos de 20 anos em Arauca são considerados estranhos e não são autorizados a pregar nas aldeias. O oficial avisou-os de que a desobediência resultaria na expulsão da comunidade e possível execução.

Aqueles que moram há mais de 20 anos em Arauca também não são autorizados a pregar, entregar material bíblico, ou dar início a campanhas de evangelismo na região. Além disso, os cristãos de outras regiões, especialmente os missionários, não estão autorizados a entrar na região.

* Os nomes e a foto foram alterados por razões de segurança.

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